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Imagina então quando eles descobrirem o MSN….

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Category : Suporte, Usuários, WTF

Null_terminated nos manda uma história já clássica entre técnicos que trabalham com usuários pouco habituados a novidades tecnológicas, como email

Este WTF mostra que além da preguiça mental já bem conhecida, os usuários apresentam uma imensa arrogância e desrespeito aos procedimentos, sempre buscando uma forma de dar aquele “jeitinho”, e fazer as coisas da forma que acha mais conveniente.
Existe um(a) funcionário(a) na empresa que eu trabalho, que digamos tem uma função indefinida (assim como não são bem definidos os motivos desta pessoa ainda estar na empresa), mas tudo bem, isso não vem ao caso no momento. Os acontecimentos se desenrolaram da seguinte forma:

Antes de desenvolvermos e implantarmos o sistema de chamados, existia uma politica na empresa de que qualquer solicitação ao depto. de T.I. deveria ser documentada via e-mail, e o(a) usuário(a) em questão tinha uma demanda com um certo nível de urgência (na escala de 0 a 10 levava um 3 ou 4), após falar com o(a) usuário(a), sugeri educadamente que o(a) mesmo(a) enviasse um e-mail para mim com cópia para o gestor do depto. de T.I. Achei estranho porque o(a) usuário(a) desconversou e agradeceu com um seco “tá, obrigado(a)”.

Eu fiquei tranquilo, esperando para dar sequência ao trabalho assim que o
e-mail com a solicitação chegasse a minha caixa de entrada. Algum tempo se passou, até que ao encontrar com o(a) usuário(a), fui cobrado novamente. Dai perguntei em tom sóbrio (sem nenhum sarcasmo):
- “Você já mandou o e-mail?”
Em seguida veio a pérola!
- “Não, eu já havia lhe pedido isso, E-MAIL É COISA DE QUEM NÃO TEM O QUE FAZER!”

Eu engoli a seco, falei “tudo bem”, e fui contar o acontecido ao meu gestor, que graças ao bom Deus, é uma pessoa sensata e sustentou a posição defendida por mim. Após tudo isso, implantamos um sistema de controle de chamados, e com o apoio integral da diretoria, foi normatizado que nenhuma requisição ao depto. de T.I. deveria ser feita sem a abertura de um chamado. Na reunião em que a diretoria instituiu como canal de comunicação padrão entre os usuário e o setor de T.I. o sistema de chamados, estava lá presente, caladinho(a), o(a) usuário(a) problematico(a)… Fiquei de alma lavada!

Talvez, se eu usasse bicicletas no exemplo…

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Category : Sistemas, Usuários, WTF

Quem já trabalhou com sistemas atuais de ERP ou CRM, ou qualquer outra sigla comum na área de TI, deve conhecer muito bem o conceito de licenças concorrentes: Ao invés de limitar o acesso a usuários específicos, o sistema limita através de uma determinada quantidade de usuários logados ao mesmo tempo. Ou seja, não importam quantos usuários estejam cadastrados no sistema, o que importa é quantos o estão usando ao mesmo tempo. Simples, econômico e prático, certo?

Nem tanto.

Anos atrás, quando definíamos a implantação do CRM, reuní todos os principais responsáveis pela área comercial e expliquei sobre como funcionariam as licenças: X licenças no total, uma para o supervisor, um tanto para o financeiro, e o resto para o comercial. Lembrei várias vezes como funcionaria o esquema das licenças, e até tirei dúvidas com exemplos. Parecia que estava tudo tranquilo, e que no máximo eu teria alguns problemas com usuários que permaneciam logados por horas, impedindo o acesso de outros.

Vários meses e alguns WTFs menores depois, recebo um email da supervisora do Comercial, relatando vários problemas que estavam tornando o sistema “inoperante, o que causava por consequência a incapacidade do uso pelo setor comercial e prejuízos sérios para a empresa“. Resumindo, ela dizia que com as novas contratações várias funcionárias estavam sem poder usar o sistema com um nome de usuário próprio, e que mesmo fazendo com que elas usassem nomes de usuários já cadastrados, o sistema bloqueava o acesso com menos de X usuários cadastrados.

Estranhando essa informação, fui até o painel de administração do sistema, verifiquei quantos usuários estavam logados, e…… Haviam TRÊS conexões com o MESMO nome de usuário, em MÁQUINAS DIFERENTES. E, o que é pior: a funcionária em questão havia sido demitida semanas antes! Conversando com a supervisora, descobri rapidamente o problema: em algum momento, ela passou a acreditar que as licenças de acesso eram referentes ao CADASTRO de usuários, e não a usuários LOGADOS. Assim, na lógica dela, não importava quantas pessoas estivessem tentando entrar no sistema, desde que alguns usassem o mesmo nome de usuário para o login, e usassem o cadastro de funcionários cadastrados anteriormente!

Pelo menos meia hora depois eu ainda tentava explicar para ela que o problema não era no sistema, mas na maneira como ela administrou os acessos, quando sem maiores alternativas resolvo usar um exemplo que me parecia simples:

“OK, façamos assim: imagina um estacionamento com X vagas, ok? Agora, nenhuma dessas vagas são marcadas, ou seja, quem chegar primeiro vai preenchendo os espaços, até que acabem as vagas. Se X carros estacionarem por lá, acabam as vagas, e os próximos carros não vão poder entrar até que alguém saia. Percebe? É assim com o nosso CRM: Temos X vagas, nenhuma delas é marcada, então não importa quantos carros eu tenha querendo entrar, se passar de X, o resto não consegue acessar.”

“Tá” – disse a supervisora, em tom sério – “Mas tem uma coisa que não entendi: se num carro cabem pelo menos 5 pessoas, porque então eu não consigo colocar várias pessoas no sistema usando o mesmo nome de usuário? Não é a mesma coisa?”

Obviamente, a discussão foi parar na Diretoria, que concordou em comprar mais licenças de uso, e pagar uma customização no sistema para impedir acessos simultâneos com o mesmo nome de usuário….

O retorno da era disco

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Category : Sistemas, WTF

Thiago Berti conta uma história de um workaround maluco

Essa é uma historia que aconteceu comigo a um ano atras…

Nossa empresa desenvolve uma solução para comunicação bancária que é integrada a um outro sistema maior. A empresa que faz esse sistema libera duas APIs (Uma para interface e outra para acesso a dados) para desenvolvermos o nosso sistema, que funciona mais ou menos como as extensões do Firefox.

Quando já estávamos com um prazo curtíssimo, o nosso analista sem noção falou que demoraríamos 1 mês pra fazer (vale lembrar que quando ele falou isso, todo o nosso conhecimento sobre as APIs era um simples curso, e só, sem contar que ninguém sabia programar em C# direito). Até aí tudo bem, mas tínhamos que entregar uma versão funcionando de qualquer jeito, e tínhamos uma barreira à frente: Não conseguíamos fazer uma alteração de status de um boleto pela API de acesso a dados(fazer uma Query SQL era impossível naquele momento).

Perdemos umas duas semanas tentando resolver esse problema e nada, até que meu chefe teve que ir apresentar o produto em um cliente em potencial. Ou seja, o sistema TINHA que funcionar, de qualquer jeito. Conversando com o chefe, ele falou “Faz pela interface mesmo, mas dá um jeito de funcionar“. E foi assim que foi feito: quando era necessário fazer essa alteração de status, o usuário via a tela piscar repetidas vezes: Era o nosso sistema clicando num menu, clicando num botão, escolhendo registros numa grid, selecionando uma combobox e clicando ok, e depois fechando as telas que abriu.

Esse método foi apelidado de Discotec, por motivos óbvios, hoje já foi corrigido (era um problema em um dos parâmetros do método da API de acesso a dados), mas a lenda do discotec ainda continua viva (e a versão continua no CVS)