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Ah, mas isso é alemão arcaico…..

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Category : oops!, Sistemas, WTF

Lucas Teixeira mandou essa:

Certa vez um ex-colega de trabalho conseguiu um contato com uma empresa da Alemanha para trabalhos de freelancer. Após um tempo trabalhando sozinho ele abriu um escritório que se dedicaria exclusivamente a prestaçãoo de serviços para esta empresa alemã em particular. Para ajudá-lo no time ele contratou mais três programadores (sendo um deles eu) e uma moça que era gerente de projetos.

Em pouco tempo foi possí­vel notar que a tal moça não tinha muitas
habilidades gerenciando projetos de software (na verdade esta habilidade era quase nula) e cometeu diversas gafes durante sua passagem pela empresa (e muitos WTF também).

Bom, para organizar melhor o trabalho utilizávamos a ferramenta XPlanner, onde a suposta gerente de projetos postava bugs e features lá e nós deverí­amos fazer nossa parte como programadores.

Um certo dia um colega de trabalho me chama na mesa dele e fala:
“Cara, foi postado um bug no XPlanner falando para traduzir a tela de Welcome de alemão para inglês.”
Respondi:
“Ok, então pega a tradução com o pessoal da alemanha.”
Não, não é isso” – diz meu colega com um certo sarcasmo no
rosto. Então ele me mostra no monitor dele o que estava escrito na tela de
Welcome:
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer…

Talvez, se eu usasse bicicletas no exemplo…

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Category : Sistemas, Usuários, WTF

Quem já trabalhou com sistemas atuais de ERP ou CRM, ou qualquer outra sigla comum na área de TI, deve conhecer muito bem o conceito de licenças concorrentes: Ao invés de limitar o acesso a usuários específicos, o sistema limita através de uma determinada quantidade de usuários logados ao mesmo tempo. Ou seja, não importam quantos usuários estejam cadastrados no sistema, o que importa é quantos o estão usando ao mesmo tempo. Simples, econômico e prático, certo?

Nem tanto.

Anos atrás, quando definíamos a implantação do CRM, reuní todos os principais responsáveis pela área comercial e expliquei sobre como funcionariam as licenças: X licenças no total, uma para o supervisor, um tanto para o financeiro, e o resto para o comercial. Lembrei várias vezes como funcionaria o esquema das licenças, e até tirei dúvidas com exemplos. Parecia que estava tudo tranquilo, e que no máximo eu teria alguns problemas com usuários que permaneciam logados por horas, impedindo o acesso de outros.

Vários meses e alguns WTFs menores depois, recebo um email da supervisora do Comercial, relatando vários problemas que estavam tornando o sistema “inoperante, o que causava por consequência a incapacidade do uso pelo setor comercial e prejuízos sérios para a empresa“. Resumindo, ela dizia que com as novas contratações várias funcionárias estavam sem poder usar o sistema com um nome de usuário próprio, e que mesmo fazendo com que elas usassem nomes de usuários já cadastrados, o sistema bloqueava o acesso com menos de X usuários cadastrados.

Estranhando essa informação, fui até o painel de administração do sistema, verifiquei quantos usuários estavam logados, e…… Haviam TRÊS conexões com o MESMO nome de usuário, em MÁQUINAS DIFERENTES. E, o que é pior: a funcionária em questão havia sido demitida semanas antes! Conversando com a supervisora, descobri rapidamente o problema: em algum momento, ela passou a acreditar que as licenças de acesso eram referentes ao CADASTRO de usuários, e não a usuários LOGADOS. Assim, na lógica dela, não importava quantas pessoas estivessem tentando entrar no sistema, desde que alguns usassem o mesmo nome de usuário para o login, e usassem o cadastro de funcionários cadastrados anteriormente!

Pelo menos meia hora depois eu ainda tentava explicar para ela que o problema não era no sistema, mas na maneira como ela administrou os acessos, quando sem maiores alternativas resolvo usar um exemplo que me parecia simples:

“OK, façamos assim: imagina um estacionamento com X vagas, ok? Agora, nenhuma dessas vagas são marcadas, ou seja, quem chegar primeiro vai preenchendo os espaços, até que acabem as vagas. Se X carros estacionarem por lá, acabam as vagas, e os próximos carros não vão poder entrar até que alguém saia. Percebe? É assim com o nosso CRM: Temos X vagas, nenhuma delas é marcada, então não importa quantos carros eu tenha querendo entrar, se passar de X, o resto não consegue acessar.”

“Tá” – disse a supervisora, em tom sério – “Mas tem uma coisa que não entendi: se num carro cabem pelo menos 5 pessoas, porque então eu não consigo colocar várias pessoas no sistema usando o mesmo nome de usuário? Não é a mesma coisa?”

Obviamente, a discussão foi parar na Diretoria, que concordou em comprar mais licenças de uso, e pagar uma customização no sistema para impedir acessos simultâneos com o mesmo nome de usuário….

O retorno da era disco

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Category : Sistemas, WTF

Thiago Berti conta uma história de um workaround maluco

Essa é uma historia que aconteceu comigo a um ano atras…

Nossa empresa desenvolve uma solução para comunicação bancária que é integrada a um outro sistema maior. A empresa que faz esse sistema libera duas APIs (Uma para interface e outra para acesso a dados) para desenvolvermos o nosso sistema, que funciona mais ou menos como as extensões do Firefox.

Quando já estávamos com um prazo curtíssimo, o nosso analista sem noção falou que demoraríamos 1 mês pra fazer (vale lembrar que quando ele falou isso, todo o nosso conhecimento sobre as APIs era um simples curso, e só, sem contar que ninguém sabia programar em C# direito). Até aí tudo bem, mas tínhamos que entregar uma versão funcionando de qualquer jeito, e tínhamos uma barreira à frente: Não conseguíamos fazer uma alteração de status de um boleto pela API de acesso a dados(fazer uma Query SQL era impossível naquele momento).

Perdemos umas duas semanas tentando resolver esse problema e nada, até que meu chefe teve que ir apresentar o produto em um cliente em potencial. Ou seja, o sistema TINHA que funcionar, de qualquer jeito. Conversando com o chefe, ele falou “Faz pela interface mesmo, mas dá um jeito de funcionar“. E foi assim que foi feito: quando era necessário fazer essa alteração de status, o usuário via a tela piscar repetidas vezes: Era o nosso sistema clicando num menu, clicando num botão, escolhendo registros numa grid, selecionando uma combobox e clicando ok, e depois fechando as telas que abriu.

Esse método foi apelidado de Discotec, por motivos óbvios, hoje já foi corrigido (era um problema em um dos parâmetros do método da API de acesso a dados), mas a lenda do discotec ainda continua viva (e a versão continua no CVS)

Você já abraçou seu programador hoje?

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Category : Sistemas, WTF

A vida não é fácil para programadores: O escopo do projeto muda faltando dois dias para a entrega, chefes que não entendem do trabalho exigem coisas absurdas, usuários passam a maior parte do tempo pedindo ajuda em tarefas simples, e isso tudo em casos simples. Programar é um trabalho para poucos. Você já abraçou seu programador hoje?


(link do vídeo, para assinantes do feed)

Internet – Um conceito pouco claro

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Category : Sistemas, WTF

Fernanda mostra mais uma vez que as empresas ainda não entenderam o conceito de ‘internet’.

Sendo a responsável pela área de TI da empresa – e tendo, portanto, mais afinidade com computadores -, me pediram que entrasse no site da companhia telefônica para imprimir a segunda via da conta, já que com a greve dos Correios não a receberíamos em tempo e o vencimento estava próximo.

Bom, aparentemente o sistema de segunda via foi remodelado recentemente, pois para contas de pessoa jurídica, além do CNPJ, é necessário uma senha que ninguém sabia. Tudo bem, o formulário para cadastro era bem simples, mas a senha recém-cadastrada não funcionava, o site retornava a mensagem de “senha bloqueada”. Fiquei algumas horas aguardando um e-mail, ou mesmo uma ligação para o desbloqueio da senha, mas como nada acontecia a solução foi ligar para o SAC da empresa…

Todo mundo sabe como o atendimento telefônico funciona, você fica ouvindo gravações e apertando botões na esperança de falar com um ser humano. Quando finalmente consegui, expliquei a situação para a atendente e perguntei como desbloquear a senha para conseguir acessar a segunda via da conta. A resposta?

“Em até cinco dias úteis a senhora vai estar recebendo pelo correio uma notificação de que a senha foi desbloqueada e poderá acessar sua conta.”

Dizem que, após o desbloqueio da senha, é preciso imprimir uma página, autenticá-la em cartório e enviar para a Telefônica, para finalmente poder usar o sistema…

Ainda bem que ela não trabalha em nada crítico….

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Category : Sistemas, Usuários, WTF

Dias atrás, precisei criar, em “caráter emergencial”, um sistema no site da empresa para realização de uma “pesquisa de satisfação”. E, por caráter emergencial, eu quero dizer o resultado exato do diálogo “Olha, isso eu consigo fazer em uns três dias, se quiser bem feito” – “OK, entrega amanhã então”.

Como a criação da pesquisa envolvia a inclusão de pelo menos 96 elementos ‘radio button’, mais outros campos, parecia ÓBVIO que mais alguém além de mim deveria testar o sistema antes dele ser efetivamente utilizado. E acabei passando essa tarefa para a responsável pelo pedido de criação do sistema. Afinal, ninguém melhor que ela para saber se algo estava certo ou errado, correto?

Bom, é o relatório que vocês queriam, não é?

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Category : Sistemas, WTF

Não sei já comentei por aqui (pelo menos, não encontrei nada no histórico), mas durante mais ou menos um ano a empresa contratou um terceiro[bb] com a árdua missão de migrar nosso antigo sistema Clipper + DBF para uma plataforma mais ‘atual’, com todas as vantagens e facilidades que essa nova plataforma traria (a saber, facilidade de criação de relatórios e pesquisas). O contratado, por fumar em torno de dois maços de cigarro durante o expediente, recebeu o apelido simpático de “Canceroso[bb]“. Canceroso, como programador, era… bom, era um ótimo usuário. É o tipo de ‘profissional’ causador de WTF’s que já devia ter sido mais citado aqui….

Tudo, da contratação até o último momento do Canceroso na empresa, foi uma sucessão de boas idéias mal executadas. Pra começar, ele foi contratado durante minhas férias, sendo que não tive qualquer envolvimento no processo de seleção. E, ao invés de definir o pagamento por projeto (muito mais coerente, já que ele só foi contratado para isso) Canceroso iria receber POR MÊS. Sim, isso mesmo: quanto mais ele enrolasse no projeto, mais ele receberia. E, assim, de Janeiro a Agosto, tudo o que Canceroso nos deu foi uma tela de login e um menu, que demoravam quase cinco minutos para serem mostrados na tela. Isso, porque tudo deveria rodar sobre Tomcat[bb] e base de dados Firebird[bb], em um servidor que (na época) era de dar inveja.

E, não, eu não tinha qualquer poder de veto sobre a presença dele na empresa ou no projeto. Quando muito, tinha que ficar desfazendo algumas das loucuras que ele aprontava, antes que atingissem os usuários.

Ciclo sem fim

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Category : Sistemas, Suporte, WTF

Segunda-feira de manhã, eu de férias, voltando de viagem, e o celular toca: a rede de vários setores não estava funcionando, e a empresa estava parada. Como não havia ninguém na empresa totalmente capacitado para cuidar do assunto, comecei a tentar resolver, por telefone mesmo. “Desliga os hubs! Não, os computadores não, os hubs! Isso, aqueles ‘trequinhos’ que tem luzes piscando, com um adesivo escrito ‘HUB’ na frente deles! Agora tenta ligar e ver o que acontece! Não, pra ligar tem que colocar na tomada primeiro!“. Percebendo que a ligação já se estendia por quase 20 minutos e nada, resolvi apelar para a solução final: desliga tudo, e vai ligando servidor por servidor, hub por hub, switch por switch, até descobrir onde está o problema, e só então tentar isolá-lo.

Passados alguns minutos, o celular toca novamente: O CPD acessava normalmente, a Diretoria também, idem para produção e comercial. Mas, ao ligar os hubs que estavam na sala do financeiro (e que também iam para licitações) a rede caia de novo. “Legal! Nos hubs daí, tem alguma luz piscando diferente, ou em tom laranja, ou coisa do tipo?” – Segundo o rapaz que conversava comigo, nada. E já era quase meio-dia…. Já esgotando quase todas minhas soluções, comecei a perguntar se alguém havia mexido em algo na sexta-feira ou no final de semana, pois provavelmente estava havendo algum problema no cabeamento. Novamente, resposta negativa, “ninguém mexeu em nada“. Como já estava próximo da empresa, resolvi descer do ônibus e ir até lá, antes que chamassem o Gerente Industrial para tentar ajudar (eu ainda me lembro de quando ele LIMOU os conectores do modem ADSL, por achar que o problema da velocidade de conexão estava naqueles pedaços de metal que fazem contato com o cabo de telefone…).

1 X 0 pro Racíocinio Lógico….

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Category : dicas, Sistemas, WTF

Semanas atrás, meu superior me ligou, perguntando se eu estava sabendo de um problema que estava rolando no sistema, com relação a títulos enviados para o banco. Respondi que não, e imediatamente fui ‘escalado’ para resolver um problema que já durava há mais de dois meses: alguns títulos não eram reconhecidos pelo banco. E eu tinha que descobrir a causa do problema em menos de um dia, pois alguns desses títulos já estavam para vencer.

Explicando: nosso sistema (assim como qualquer outro, imagino), logo após emitir nota fiscal dos produtos vendidos, também permite a emissão de boletos para que o cliente efetue o pagamento. Esses boletos possuem uma identificação, e para facilitar todo o processo de pagamento e reconhecimento pelo banco, o mesmo exige que seja enviado diariamente um arquivo com informações dos boletos (ou títulos, como preferir), utilizando um software próprio (cada banco usa um sistema diferente). Esse arquivo é gerado pelo sistema, contendo todas as informações referentes aos boletos emitidos. Mas, de uma hora pra outra, alguns títulos enviados acabavam sendo rejeitados pelo banco, o que trazia uma série de problemas, até mesmo na hora de identificar se o cliente realmente havia pago o boleto.

E o problema se alastrava há dois meses. E eu tinha um dia pra descascar esse abacaxi.

Normalmente, é aqui que os funcionários de TI ficam loucos e começam a correr atrás de soluções bizarras ou explicações malucas para tentar explicar o bug. Mas, acostumado a sofrer com problemas malucos e prazos apertados, me acostumei a utilizar um sistema conhecido como análise da causa raiz, muito utilizado em empresas que possuam certificação ISO. Com a análise da causa raiz, o que é necessário é entender o erro, listar algumas possíveis causas para o mesmo, e testar essas causas, até que uma se mostre a ‘verdadeira’.

Não é porque não uso que não preciso dele funcionando!

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Category : Sistemas, Usuários, WTF

Temos um sistema de controle de dados comerciais na empresa que, digamos assim, funciona. OK, talvez eu esteja sendo chato, o sistema até que não é tão ruim, comparado com muitos que eu já vi, mas alguns detalhes chatos me incomodam, como a necessidade de ter que instalar os arquivos localmente (apesar do BD ficar no servidor) e a interface que lembra muito o Windows 3.1. Um dos principais problemas do software é que algumas funções dependem exclusivamente do MS-Office, mas conseguimos convencer a empresa que nos vendeu o software a adaptar alguns dos recursos para o OpenOffice. Uma ou outra coisa não pôde ser adaptada, mas nunca foi nada de importante…

Ok. Alguns meses depois da implantação, recebemos uma atualização do sistema. Como sempre, iniciei todo o processo típico de atualização (testar exaustivamente, comunicar um dia antes, fazer backup de tudo, comunicar que o sistema vai sair do ar, perceber que ninguém saiu, derrubar os usuários e deixar o sistema offline, fazer as atualizações necessárias, liberar o acesso, e finalmente pedir para que os usuários reportem algum problema).

Tudo atualizado, o sistema rodando tranquilo, até que a supervisora do setor me liga, perguntando se houve algum problema com a atualização. Como não havia nenhuma chamada, respondo que até o momento estava tudo ok, mas pedi para que ela verificasse com as funcionárias se elas haviam encontrado algum bug no sistema.

E, cinco minutos depois, uma usuária envia um email com vários screenshots de mensagens de erro, informando que todas as telas eram importantíssimas, e que a solução daqueles erros era urgente. Verificando as telas de erro, percebi que todas chamavam alguma função do MS-Office, e, achando que talvez as nossas implementação tivessem se perdido na atualização, enviei um email para o suporte do sistema, pedindo uma solução rápida.