Isso aconteceu há muitos anos, quando a intranet ainda estava sendo implantado na antiga empresa. Em um dado momento, apareceram com a sugestão: “e se colocássemos a lista de ramais na Intranet? Isso economizaria tempo e papel, além de ser uma forma de divulgar a ferramenta”.
Oras, parecia simples: um campo extra, com o número do Ramal, e uma página que listasse todos os usuários, dividindo por departamentos, com possibilidade de filtros e tudo o mais. Não tinha como dar errado.
Dias depois, sistema alterado e testado, coloquei a novidade no ar. E, poucos minutos depois, sou chamado na sala do chefe. “Deve ser para discutir um aumento…”, imaginei. Ledo engano, fui chamado para discutir… minha mania de perseguição com a gerente do comercial (que tinha uma posição muito, mas muito privilegiada dentro da empresa)! Entre acusações de agir como moleque, perseguir as pessoas, e tudo o mais, acabei ouvindo que, na minha ânsia de maltratar as pessoas, acabei deixando a gerente do comercial em último qualquer listagem de ramais, não importando que filtros fossem usados. Ou seja, na concepção da mulher, eu devia odiá-la tanto que escrevi todas as páginas manualmente para que ela SEMPRE aparecesse em último.
Nessa hora, tive um estalo: levantei da cadeira, pedi para que ele acessasse a intranet, e pedi para verificar a ordem em que estava a lista de ramais: Por ordem alfabética. E o nome da gerente começava com ‘R’, e seria sempre o último, pela ordem.
Na hora, levei as mãos aos olhos, pedi ajuda a Deus, e expliquei o ocorrido ao meu chefe: a única forma de evitar isso, seria alterar a ordem da listagem, só que o ramal dela TAMBÉM seria um dos últimos, pela ordem numérica. Resultado? Precisei criar um IF na lógica do sistema, que SEMPRE traria a citada gerente em primeiro na listagem. Não importando que filtro fosse utilizado…