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Pelo menos ela não precisa de armário, joga tudo no cesto de lixo…

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Category : Usuários, WTF

Se tem uma coisa em que usuários são mestres é na capacidade de criarem técnicas de organização bizarras e poucas produtivas. Já conheci uma usuária que organizava os emails por mês, em pastas diferentes, e por isso achava desnecessário apagar qualquer coisa, já que “se eu quiser ver algo, é só ir no mês que me mandaram o email…”. Há muitas outras histórias tão absurdas quanto essa, como veremos agora….

William de Oliveira Ferreira trabalha em uma empresa de plano de saúde e ficou encarregado de encaminhar por email para uma funcionária do setor de faturamento e movimentação de notas fiscais uma tabela de códigos conversão de códigos de procedimentos médicos (pois essa funcionária faz auditoria das guias médicas, e tal informação era importante…). Um procedimento até bem simples e comum.

Passados alguns dias, a funcionária procurou William para saber sobre a tabela de códigos. Confuso, William disse que havia encaminhado a tabela por email, e acabou ouvindo a seguinte pérola:

- “ah, eu devo ter guardado ela na lixeira, vou olhar se está lá”

Atônito, William ainda foi educado o suficiente para falar: “Não se preocupe, eu envio novamente a mensagem para você…”

Confiando nos dados da planilha

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Category : Sistemas, Usuários, WTF

Isso rolou há muitos anos, quando eu ainda era um novato. Na empresa não havia condições de comprar licenças para o MS-Office, e na época o OpenOffice ainda era algo muito mais alfa do que beta. Como as opções eram mínimas, acabei instalando como padrão um pacote gratuíto, chamado 602Office.

O 602 era, na melhor das definições, um programa que quebrava um galho, e eventualmente conseguia abrir documentos do MSOffice. Vejam bem: abrir, e não interpretar corretamente. Mas, nas condições que tínhamos, era o melhor que podíamos ter sem cairmos na pirataria.

Em um dado momento, foi necessário criar uma planilha para uma missão especial: organizar todo o sistema de fretes dos produtos, que até então era computado manualmente (e não poderia ser incorporado ao sistema). O problema é que cada empresa de transportes possuia um sistema pessoal, e parecia ser um trabalho quase impossível organizar tudo em uma planilha onde tudo o que você precisasse fazer fosse digitar a quantidade dos produtos e a transportadora, e no final ter o peso final e o valor do frete.

Muitas semanas de trabalho duro, conversas com funcionários, definição de padrões, e uma quantidade absurda de ‘IFs’ nas células depois, foi possível montar a planilha praticamente perfeita: numa aba ficavam os produtos, em outra os dados das transportadoras, e na terceira alguns dados extras, que se fossem preenchidos gerariam todos os dados necessários. E era fácil atualizar com novas transportadoras e produtos, se necessário. Detalhe: o 602 não permitia proteger planilhas.

Os dias foram virando semanas, as semanas viraram meses, e os meses viraram anos. Um belo dia, uma funcionária do comercial me liga, informando que a planilha estava gerando o valor de frete incorretamente. Ao observar o documento, pude ter uma pequena visão do inferno: campos que continham fórmulas haviam sido substituidos por números, colunas importantes estavam todas em branco, e algumas das células que deveriam trazer um valor importante estavam apagadas. Era simplesmente impossível a planilha trazer o dado correto.

Perguntei para a funcionária o que havia acontecido, e ela respondeu não saber, já que só havia começado a mexer com aquilo a poucos dias. Investigando mais a fundo, fui aos poucos descobrindo. A funcionária que originalmente foi treinada pelo uso da planilha saiu, e no processo treinou uma outra garota. Essa garota entendeu pouco do uso da planilha, e ficou por isso mesmo, até que ela precisou treinar outra, que entendeu menos ainda, e assim por diante, até que em um dado momento ninguém mais sabia exatamente como a planilha funcionava, elas apenas acreditavam que os dados ali estavam corretos, e pronto. Sempre que eu perguntava para alguém o que havia ocorrido, a resposta era a mesma “Fui ensinada assim, e sempre foi assim”.

Resultado: durante um período de tempo, todas as contas para gerar os fretes saiam com o valor errado. E, como o financeiro não conversava com o comercial, era bem provável que o valor pago era MUITO diferente do valor avaliado antes de entregar o produto.

Foi necessário criar do ZERO uma nova planilha, já que a original estava perdida. E, dessa vez, já com o OpenOffice, pude proteger algumas células. E colocar VÁRIOS avisos em células próximas células importantes, com avisos como “não mexa aqui, mesmo que sua vida dependa disso”, “use esse valor na planilha X1″, “não encoste aqui”, e por aí vai. E, sempre que a tarefa de gerar custos de frete era passada para outra funcionária, eu pessoalmente treinava a mesma para que não houvessem novos desastres…

Tudo pela segurança

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Category : Suporte, Usuários, WTF

Essa aconteceu muito tempo atrás, na antiga empresa em que trabalhava. Uma funcionária nova, de “médio escalão”, era extremamente paranóica com a segurança de seus dados: não admitia que ninguem soubesse as senhas dela, não aceitava que as contas de email fossem totalmente configuradas pelo CPD (já que assim saberíamos sua senha), e chegava aos cúmulos de exigir que eu ficasse a uma distância razoável quando ela precisava de alguma ajuda, mas precisaria digitar a senha.

Sim, isso mesmo: sempre que eu ia prestar algum suporte (ver um problema no email, por exemplo), eu tinha que chamá-la para digitar a senha e, antes de chegar em alguma tela que tinha que digitar nome e senha eu tinha que sair de perto, esperar ela chegar na tela e colocar o nome de usuário e senha, me chamar, e só então continuar o trabalho. O tipo de coisa cansativa, considerando que eu sempre era chamado para resolver algo.

E assim foi, até o dia em que ela me chamou, e quando cheguei na sala dela a mesa estava vazia. “Vou adiantar o trabalho” – pensei. E qual não foi minha surpresa ao descobrir que ela havia marcado a opção de salvar senha para todos os formulários mais importantes? Sim, isso mesmo: Proxy – senha gravada. Webmail – senha gravada. CRM – senha gravada. E por aí vai.

Quando ela voltou, comentei sobre isso, em tom de brincadeira. Tanta paranóia com senha, mas qualquer um podia chegar e ver o que ela tanto queria esconder. Na mesma hora, a expressão dela se alterou, e numa mistura de raiva com confusão, ela começou a gritar “Como assim? O que você viu? Por que você mexeu nas minhas coisas?“.

Mesmo explicando que não havia mexido em nada que não fosse da minha competência e que a falha era dela por salvar todas as senhas e deixar o computador ligado quando não estava na sala, a confusão continuou e acabou indo parar na mesa do gerente.

Como resultado, todas as senhas foram apagadas do computador dela, e eu não era mais obrigado a ficar uns 10 metros afastados. Só precisava virar o rosto quando ela quisesse digitar alguma senha…

Sim, a ordem alfabética não vai com a sua cara…

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Category : Suporte, Usuários, WTF

Isso aconteceu há muitos anos, quando a intranet ainda estava sendo implantado na antiga empresa. Em um dado momento, apareceram com a sugestão: “e se colocássemos a lista de ramais na Intranet? Isso economizaria tempo e papel, além de ser uma forma de divulgar a ferramenta”.

Oras, parecia simples: um campo extra, com o número do Ramal, e uma página que listasse todos os usuários, dividindo por departamentos, com possibilidade de filtros e tudo o mais. Não tinha como dar errado.

Dias depois, sistema alterado e testado, coloquei a novidade no ar. E, poucos minutos depois, sou chamado na sala do chefe. “Deve ser para discutir um aumento…”, imaginei. Ledo engano, fui chamado para discutir… minha mania de perseguição com a gerente do comercial (que tinha uma posição muito, mas muito privilegiada dentro da empresa)! Entre acusações de agir como moleque, perseguir as pessoas, e tudo o mais, acabei ouvindo que, na minha ânsia de maltratar as pessoas, acabei deixando a gerente do comercial em último qualquer listagem de ramais, não importando que filtros fossem usados. Ou seja, na concepção da mulher, eu devia odiá-la tanto que escrevi todas as páginas manualmente para que ela SEMPRE aparecesse em último.

Nessa hora, tive um estalo: levantei da cadeira, pedi para que ele acessasse a intranet, e pedi para verificar a ordem em que estava a lista de ramais: Por ordem alfabética. E o nome da gerente começava com ‘R’, e seria sempre o último, pela ordem.

Na hora, levei as mãos aos olhos, pedi ajuda a Deus, e expliquei o ocorrido ao meu chefe: a única forma de evitar isso, seria alterar a ordem da listagem, só que o ramal dela TAMBÉM seria um dos últimos, pela ordem numérica. Resultado? Precisei criar um IF na lógica do sistema, que SEMPRE traria a citada gerente em primeiro na listagem. Não importando que filtro fosse utilizado…

Imagina então quando eles descobrirem o MSN….

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Category : Suporte, Usuários, WTF

Null_terminated nos manda uma história já clássica entre técnicos que trabalham com usuários pouco habituados a novidades tecnológicas, como email

Este WTF mostra que além da preguiça mental já bem conhecida, os usuários apresentam uma imensa arrogância e desrespeito aos procedimentos, sempre buscando uma forma de dar aquele “jeitinho”, e fazer as coisas da forma que acha mais conveniente.
Existe um(a) funcionário(a) na empresa que eu trabalho, que digamos tem uma função indefinida (assim como não são bem definidos os motivos desta pessoa ainda estar na empresa), mas tudo bem, isso não vem ao caso no momento. Os acontecimentos se desenrolaram da seguinte forma:

Antes de desenvolvermos e implantarmos o sistema de chamados, existia uma politica na empresa de que qualquer solicitação ao depto. de T.I. deveria ser documentada via e-mail, e o(a) usuário(a) em questão tinha uma demanda com um certo nível de urgência (na escala de 0 a 10 levava um 3 ou 4), após falar com o(a) usuário(a), sugeri educadamente que o(a) mesmo(a) enviasse um e-mail para mim com cópia para o gestor do depto. de T.I. Achei estranho porque o(a) usuário(a) desconversou e agradeceu com um seco “tá, obrigado(a)”.

Eu fiquei tranquilo, esperando para dar sequência ao trabalho assim que o
e-mail com a solicitação chegasse a minha caixa de entrada. Algum tempo se passou, até que ao encontrar com o(a) usuário(a), fui cobrado novamente. Dai perguntei em tom sóbrio (sem nenhum sarcasmo):
- “Você já mandou o e-mail?”
Em seguida veio a pérola!
- “Não, eu já havia lhe pedido isso, E-MAIL É COISA DE QUEM NÃO TEM O QUE FAZER!”

Eu engoli a seco, falei “tudo bem”, e fui contar o acontecido ao meu gestor, que graças ao bom Deus, é uma pessoa sensata e sustentou a posição defendida por mim. Após tudo isso, implantamos um sistema de controle de chamados, e com o apoio integral da diretoria, foi normatizado que nenhuma requisição ao depto. de T.I. deveria ser feita sem a abertura de um chamado. Na reunião em que a diretoria instituiu como canal de comunicação padrão entre os usuário e o setor de T.I. o sistema de chamados, estava lá presente, caladinho(a), o(a) usuário(a) problematico(a)… Fiquei de alma lavada!

Talvez, se eu usasse bicicletas no exemplo…

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Category : Sistemas, Usuários, WTF

Quem já trabalhou com sistemas atuais de ERP ou CRM, ou qualquer outra sigla comum na área de TI, deve conhecer muito bem o conceito de licenças concorrentes: Ao invés de limitar o acesso a usuários específicos, o sistema limita através de uma determinada quantidade de usuários logados ao mesmo tempo. Ou seja, não importam quantos usuários estejam cadastrados no sistema, o que importa é quantos o estão usando ao mesmo tempo. Simples, econômico e prático, certo?

Nem tanto.

Anos atrás, quando definíamos a implantação do CRM, reuní todos os principais responsáveis pela área comercial e expliquei sobre como funcionariam as licenças: X licenças no total, uma para o supervisor, um tanto para o financeiro, e o resto para o comercial. Lembrei várias vezes como funcionaria o esquema das licenças, e até tirei dúvidas com exemplos. Parecia que estava tudo tranquilo, e que no máximo eu teria alguns problemas com usuários que permaneciam logados por horas, impedindo o acesso de outros.

Vários meses e alguns WTFs menores depois, recebo um email da supervisora do Comercial, relatando vários problemas que estavam tornando o sistema “inoperante, o que causava por consequência a incapacidade do uso pelo setor comercial e prejuízos sérios para a empresa“. Resumindo, ela dizia que com as novas contratações várias funcionárias estavam sem poder usar o sistema com um nome de usuário próprio, e que mesmo fazendo com que elas usassem nomes de usuários já cadastrados, o sistema bloqueava o acesso com menos de X usuários cadastrados.

Estranhando essa informação, fui até o painel de administração do sistema, verifiquei quantos usuários estavam logados, e…… Haviam TRÊS conexões com o MESMO nome de usuário, em MÁQUINAS DIFERENTES. E, o que é pior: a funcionária em questão havia sido demitida semanas antes! Conversando com a supervisora, descobri rapidamente o problema: em algum momento, ela passou a acreditar que as licenças de acesso eram referentes ao CADASTRO de usuários, e não a usuários LOGADOS. Assim, na lógica dela, não importava quantas pessoas estivessem tentando entrar no sistema, desde que alguns usassem o mesmo nome de usuário para o login, e usassem o cadastro de funcionários cadastrados anteriormente!

Pelo menos meia hora depois eu ainda tentava explicar para ela que o problema não era no sistema, mas na maneira como ela administrou os acessos, quando sem maiores alternativas resolvo usar um exemplo que me parecia simples:

“OK, façamos assim: imagina um estacionamento com X vagas, ok? Agora, nenhuma dessas vagas são marcadas, ou seja, quem chegar primeiro vai preenchendo os espaços, até que acabem as vagas. Se X carros estacionarem por lá, acabam as vagas, e os próximos carros não vão poder entrar até que alguém saia. Percebe? É assim com o nosso CRM: Temos X vagas, nenhuma delas é marcada, então não importa quantos carros eu tenha querendo entrar, se passar de X, o resto não consegue acessar.”

“Tá” – disse a supervisora, em tom sério – “Mas tem uma coisa que não entendi: se num carro cabem pelo menos 5 pessoas, porque então eu não consigo colocar várias pessoas no sistema usando o mesmo nome de usuário? Não é a mesma coisa?”

Obviamente, a discussão foi parar na Diretoria, que concordou em comprar mais licenças de uso, e pagar uma customização no sistema para impedir acessos simultâneos com o mesmo nome de usuário….

Mas nem se eu fizer a janta?

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Category : Suporte, Usuários, WTF

Rodrigo Reis nos envia um WTF típico: usuário vê que alguém sabe ‘mexer’ em computadores, e já pensa em abusar da sorte….

Estava em um cliente, numa fundição de alumínio, em uma outra cidade (fabrica de rodas), e sabe como é… aluminio funde a 700°C, então ja viu como é neste setor da fabrica…

Sai um pouco para tomar um ar, um cara, operando uma empilhadeira, começa a conversar comigo. Em um determinado momento ele comenta:
“Você sabe mexer com computador, né ?”
“Sim” – eu, já imaginando aonde isso ia dar.
“Sabe mesmo ?”
“Claro.”
“Sabe o que é ? Eu comprei um computador mês passado, e ele parou de funcionar, de repente.”
Pensei “Clássico, o ‘parou de funcionar sozinho’“.
Ai ele lança na sequência.
“Você sai daqui que horas ?”
Eu já estava incredulo com a situação, falei “Depende do andamento do meu trabalho”
“É que você podia dar uma passada em casa, para dar uma olhada”.

Inacreditável, não? Mas respondi na lata.
“Acho melhor você levar na loja que você comprou, porque minha hora é muito cara.”

Contos do suporte

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Category : Suporte, Usuários, WTF

Bruno Godoi, que trabalha em uma loja de informática, compartilha conosco alguns dos melhores momentos com os clientes…

Quem trabalha com manutenção de informática[bb] sempre acaba por encontrar vários clientes sabichões, que adoram mexer em seus máquinas e acabam aprontando muitos WTF’s.
No meu caso especifico tenho um cliente que a cada vez que resolve mexer em sua
máquina acaba aprontando loucuras inimaginaveis.

Das muitas, a instalação de um HD extra ele resolveu deixar HD e Drive bem distantes na máquina. Para seguir seu plano usou um cabo com saida para dois dispositivos. Só que ao invés dele colocar os dispositivos na posição correta, resolveu conectar o meio do cabo na mobo e as pontas nos dispositivos, e como não deu certo resolveu vir reclamar que o cabo que havia usado estava ruim!
A última dele foi com as conexões USB frontais da máquina, que devem ser plugados na mobo, mas como ele não achou direito o lugar resolveu conectar no lugar mais visivel. Só que acabou conectando na saida de energia do cooler auxiliar. E mais uma vez vem ele reclamando que nada funciona. Cada cliente!

Da próxima vez, tente cortar o fio vermelho da fonte…

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Category : Suporte, Usuários, WTF

A coisa mais comum quando se trabalha em um local que gera grandes quantidades de papel é o usuário deixar um grande peso sobre o teclado (normalmente, quantidades obscenas de documentos), fazendo com que algumas teclas fiquem pressionadas pelo peso e o computador comece a emitir sinais sonoros. Já contei no passado sobre um caso…. bem…. altamente bizarro de peso no teclado, mas dessa vez é Bruno Gasparetto quem conta uma dessas:

Bom, de uma certa forma é uma economia, certo?

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Category : Usuários, WTF

Essa se passa muitos anos atrás, quando a empresa precisou passar por reformas de emergência, e com isso a verba ficou curta. Todos os setores foram comunicados que medidas para retenção de gastos estavam sendo tomadas, e cada um deveria ajudar de alguma forma. Para o TI, a regra era diminuir ao máximo os custos com impressão (na época, a única coisa que realmente gerava custos e tinha relação direta com o setor).

Assim, comecei a levantar custos de página para cada impressora, médias de impressão por mês, quantidade de cartuchos de tinta gastos nos últimos meses, e até mesmo quantidade de páginas coloridas impressas. No final de uma semana, já tinha organizado tudo, e seria possível com alguns poucos procedimentos (que incluia treinamento aos funcionários) diminuir drasticamente o valor gasto por página impressa. Tudo indicava que meu setor seria (sem falsa modéstia) exemplo de efetividade para os outros.

Até que, poucos dias depois, enquanto arrumava o computador de uma usuária no Comercial, percebi que uma menina estava em frente à impressora, imprimindo uma série de folhas, e RASGANDO as mesmas, assim que a impressão acabava. Isso mesmo: ela esperava o papel sair, dava uma olhada rápida, rasgava o papel, pegava a próxima folha, e continuava o processo. Intrigado, perguntei o que ela estava fazendo:

“Ué, eu não quero essas folhas! Eu só quero uma página do documento!”

Ou seja: ela tinha um documento de quase 50 páginas, precisava da página 25 (mais ou menos), e mandou imprimir TODO o documento, rasgando o que não lhe interessava. Como na época ainda tinha um pouco de bondade no coração, resolvi apresentar para todas aquele recurso presente no Windows que permitia ESCOLHER a página a ser impressa. Parecia que dessa vez, a coisa ia funcionar.

Ou não.