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É um pouco parecido, sim…

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Category : Sistemas, WTF

Calliejane começou a trabalhar em uma multinacional, como analista de sistemas, há algum tempo atrás. Toda feliz, achando que tinha tirado a sorte grande, Calliejane só pensava nas vantagens: empresa grande, novos desafios, etc. Não demorou muito para os WTFs aparecerem e a emoção virar um grande sentimento de roubada: Toda a empresa era controlada por Excel e Access. Tudo. Previsão de estoque, custeio, cotações e por aí vai. Lembrnado, Calliejane trabalhava em uma m-u-l-t-i-n-a-c-i-o-n-a-l!

O que mais impressionava era que a multinacional fabricava produtos de ponta, bem caros e com multas de milhares de dólares em caso de atrasos. E, por falta de um TI eficiente, toda a estrutura do local era mantido pelo Excel e Access, alçados a verdadeiros “ERPs” pelos usuários. Tudo o que passava pela cabeça de Calliejane vendo aquele cenário infernal era “porquê que as coisas aqui na TI são tão amadoras?!?!?”.

O tempo foi passando e aos poucos a grande dúvida que assombrava o dia-a-dia dela foi sendo respondida, à medida que ela ouvia pérolas e mais pérolas da gerente, responsável por toda a TI da filial da empresa. Uma vez, enquanto levantava requisitos para a primeira tentativa em desenvolver um sistema “não-access-não-excel” na empresa, Calliejane estava tentando obter informações com o pessoal da TI da sede nacional da empresa, que ficava no Rio de Janeiro, sobre a possibilidade de desenvolver uma interface com o sistema de custos. O sistema era um módulo do ERP da Oracle, o PAC (Periodic Average Costing) – custeio de produtos. E, em uma tarde inspirada, a gerente de TI ergue uma revista Veja e pergunta: “o PAC que você está tentando acessar no Oracle é este mesmo PAC daqui da revista que o Lula tanto fala?

Brincadeiras de 1º de Abril que somente um sysadmin pode fazer

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Category : WTF, oops!

Ok, é 1º de Abril e está todo mundo se divertindo com notícias faltas, protetores de tela que simulam a tela azul do Windows, e outros. Mas… cara, você é o sysadmin da parada. Essas brincadeiras são coisa de criança, amadoras. Você pode fazer virtualmente o que quiser dentro da rede. Tirando as óbvias questões éticas, que tal aproveitar seus conhecimentos e REALMENTE se divertir no 1º de Abril?

Abaixo, umas dicas úteis para o seu 1º de Abril (e, eventualmente, o seu último dia como sysadmin) da melhor maneira possível.

Redirecionar TODO o tráfego para o Rick Roll direto pelo Squid

Adicione no squid.con a linha abaixo, onde deveria estar a linha que permite o acesso:

deny_info http://www.youtube.com/v/oHg5SJYRHA0 all

PS: Sim, dá pra fazer isso pelo iptables também. Mas.. nhé, procurem no google. :)

Fazer o usuário pensar que o email não foi enviado corretamente pelo Postfix

No main.cf use o parâmetro

always_bcc = lalalalala @ dominio.com

Ou qualquer outro endereço inexistente que gerará uma mensagem de erro. Fato: a maioria dos usuários NÃO LÊ a mensagem de erro. Eles só sabem que houve um erro.

PS: É possível também fazer com o always_bcc. Mas, na boa, só faça isso se você for o dono da empresa, ou algo assim.

Ejetar o drive de CD/DVD do usuário pela rede

Essa é velha, embora muita gente não conheça: se o computador do usuário possui linux, com acesso remoto via ssh, um

eject /mnt/cdrom (ou qualquer que seja o caminho onde o drive está montando)

Se a parada for realmente se divertir, insira um shell script que faça isso minuto a minuto, aleatoriamente, e coloque para iniciar junto com o SO.

Mais? Ano que vem, quem sabe. Se vocês ainda estiverem empregados. :P

Pode parar por aí!

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Category : Sistemas, WTF

Anos atrás, quando o sistema que usávamos na empresa ainda era feito em Clipper (desenvolvimento interno), havia uma pequena via crucis quando era necessário reindexar as tabelas: O usuário X reclamava que o sistema estava com problemas, eu verificava que seria necessário fazer a reindaxação, enviava para toda a rede um aviso de que seria necessário sair do sistema, ficava mais cinco minutos mandando a mesma mensagem, ligava para alguns usuários teimosos, e quando finalmente conseguia que todos saíssem, algum usuário sem-noção tentava entrar no sistema NO MEIO da reindexação, detonando TODO o banco de dados.

Quando finalmente foi liberado o orçamento para que um desenvolvedor mexesse no sistema, a primeira alteração (que eu ‘convenientemente’ considerei como crítica) foi criar uma maneira de impedir que usuários usassem o sistema ou até mesmo tentassem acessá-lo, quando fosse necessário reiniciar. O desenvolvedor surgiu com uma idéia simples: sempre que fosse necessário reindexar o banco de dados, era só criar um arquivo ‘para.txt‘ (que ‘pararia’ o sistema, sacaram? hã? hã?) que o sistema automagicamente expulsaria os usuários quando eles tentassem acessar alguma nova tela, e os impediria de entrar.

Alteração aplicada, fiz todos os testes, e funcionou perfeitamente. Para evitar problemas, apenas algumas poucas pessoas ficaram sabendo dessa nova função, assim não aconteceria de alguém criar um arquivo de parada só para causar problemas à empresa. Tudo transcorreu bem, até o fechamento do mês: do nada, o sistema começou a expulsar todo mundo durante a geração dos relatórios finais. E, não importava o quanto eu apagasse o para.txt, ele sempre voltava, poucos minutos depois.

Acusações pipocavam de todos os lados. Seria possível que alguém tivesse descoberto sobre esse arquivo? E estaria esse alguém aproveitando para causar danos à empresa? Mas… quem teria contado?

Com os ânimos exaltados, resolvi partir para a única solução: desliguei a rede, e deixei apenas uma máquina ligada ao servidor, para realizar o fechamento do mês. E lá estava o para.txt, surgindo do nada, em toda sua graça. Algumas horas depois de muita investigação, consegui descobrir o problema:

Durante o fechamento, eram impressos vários relatórios, entre eles alguns que eram divididos por cada estado/região do Brasil. O programador original do sistema, por motivos que nunca entenderei, achou que seria interessante criar um arquivo de texto com o conteúdo a ser impresso, enviar para a impressora, e logo depois apagar o arquivo. Como se a falta de noção não bastasse, ele não usou nomes aleatórios ou coisa do tipo para gerar os arquivos: no caso dos estados, era o nome do estado mesmo, sem acentos ou espaços.

Inclusive um arquivo chamado…. para.txt

Telas WTF do mês

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Category : WTF, screenshots

Norival Oliveira descobriu o submarino não te deixa morar na mesma casa por mais de 30 anos:

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A Wired tem sérios problemas com o título dos seus posts.

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Os melhores sites sobre… Erro? Um viral do WTF?

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Irio comprou o Antivírus na mesma hora. Achar um vírus de Windows no Linux? Deve ser MUITO BOM!

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Já Patrick até que queria ver esse filme, mas… ficar vendo reprise é um porre!

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Telas WTF do mês!

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Category : screenshots

Essa eu encontrei na FNAC de Pinheiros. Você compraria um computador assim? :P

Computador Zicado

Norivan Oliveira fez uma descoberta realmente impressionante: A Microsoft usa PHP & MySQL em algumas páginas. Só não usa corretamente…

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Essa eu descobri uns dias atrás, no microondas do trabalho. Voltou ao normal depois que eu apertei CTRL+ALT+Pipoca.

Falha no Microondas

Confiando nos dados da planilha

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Category : Sistemas, Usuários, WTF

Isso rolou há muitos anos, quando eu ainda era um novato. Na empresa não havia condições de comprar licenças para o MS-Office, e na época o OpenOffice ainda era algo muito mais alfa do que beta. Como as opções eram mínimas, acabei instalando como padrão um pacote gratuíto, chamado 602Office.

O 602 era, na melhor das definições, um programa que quebrava um galho, e eventualmente conseguia abrir documentos do MSOffice. Vejam bem: abrir, e não interpretar corretamente. Mas, nas condições que tínhamos, era o melhor que podíamos ter sem cairmos na pirataria.

Em um dado momento, foi necessário criar uma planilha para uma missão especial: organizar todo o sistema de fretes dos produtos, que até então era computado manualmente (e não poderia ser incorporado ao sistema). O problema é que cada empresa de transportes possuia um sistema pessoal, e parecia ser um trabalho quase impossível organizar tudo em uma planilha onde tudo o que você precisasse fazer fosse digitar a quantidade dos produtos e a transportadora, e no final ter o peso final e o valor do frete.

Muitas semanas de trabalho duro, conversas com funcionários, definição de padrões, e uma quantidade absurda de ‘IFs’ nas células depois, foi possível montar a planilha praticamente perfeita: numa aba ficavam os produtos, em outra os dados das transportadoras, e na terceira alguns dados extras, que se fossem preenchidos gerariam todos os dados necessários. E era fácil atualizar com novas transportadoras e produtos, se necessário. Detalhe: o 602 não permitia proteger planilhas.

Os dias foram virando semanas, as semanas viraram meses, e os meses viraram anos. Um belo dia, uma funcionária do comercial me liga, informando que a planilha estava gerando o valor de frete incorretamente. Ao observar o documento, pude ter uma pequena visão do inferno: campos que continham fórmulas haviam sido substituidos por números, colunas importantes estavam todas em branco, e algumas das células que deveriam trazer um valor importante estavam apagadas. Era simplesmente impossível a planilha trazer o dado correto.

Perguntei para a funcionária o que havia acontecido, e ela respondeu não saber, já que só havia começado a mexer com aquilo a poucos dias. Investigando mais a fundo, fui aos poucos descobrindo. A funcionária que originalmente foi treinada pelo uso da planilha saiu, e no processo treinou uma outra garota. Essa garota entendeu pouco do uso da planilha, e ficou por isso mesmo, até que ela precisou treinar outra, que entendeu menos ainda, e assim por diante, até que em um dado momento ninguém mais sabia exatamente como a planilha funcionava, elas apenas acreditavam que os dados ali estavam corretos, e pronto. Sempre que eu perguntava para alguém o que havia ocorrido, a resposta era a mesma “Fui ensinada assim, e sempre foi assim”.

Resultado: durante um período de tempo, todas as contas para gerar os fretes saiam com o valor errado. E, como o financeiro não conversava com o comercial, era bem provável que o valor pago era MUITO diferente do valor avaliado antes de entregar o produto.

Foi necessário criar do ZERO uma nova planilha, já que a original estava perdida. E, dessa vez, já com o OpenOffice, pude proteger algumas células. E colocar VÁRIOS avisos em células próximas células importantes, com avisos como “não mexa aqui, mesmo que sua vida dependa disso”, “use esse valor na planilha X1″, “não encoste aqui”, e por aí vai. E, sempre que a tarefa de gerar custos de frete era passada para outra funcionária, eu pessoalmente treinava a mesma para que não houvessem novos desastres…

Telas WTF da Semana!

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Category : WTF, screenshots

Yuri encontrou uma inconsistência divertida no Skype: o email não é obrigatório, mas é obrigatório para continuar.

Denilson descobriu um WTF engraçado no Habib’s (dica: DARUMA32)

Tudo pela segurança

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Category : Suporte, Usuários, WTF

Essa aconteceu muito tempo atrás, na antiga empresa em que trabalhava. Uma funcionária nova, de “médio escalão”, era extremamente paranóica com a segurança de seus dados: não admitia que ninguem soubesse as senhas dela, não aceitava que as contas de email fossem totalmente configuradas pelo CPD (já que assim saberíamos sua senha), e chegava aos cúmulos de exigir que eu ficasse a uma distância razoável quando ela precisava de alguma ajuda, mas precisaria digitar a senha.

Sim, isso mesmo: sempre que eu ia prestar algum suporte (ver um problema no email, por exemplo), eu tinha que chamá-la para digitar a senha e, antes de chegar em alguma tela que tinha que digitar nome e senha eu tinha que sair de perto, esperar ela chegar na tela e colocar o nome de usuário e senha, me chamar, e só então continuar o trabalho. O tipo de coisa cansativa, considerando que eu sempre era chamado para resolver algo.

E assim foi, até o dia em que ela me chamou, e quando cheguei na sala dela a mesa estava vazia. “Vou adiantar o trabalho” – pensei. E qual não foi minha surpresa ao descobrir que ela havia marcado a opção de salvar senha para todos os formulários mais importantes? Sim, isso mesmo: Proxy – senha gravada. Webmail – senha gravada. CRM – senha gravada. E por aí vai.

Quando ela voltou, comentei sobre isso, em tom de brincadeira. Tanta paranóia com senha, mas qualquer um podia chegar e ver o que ela tanto queria esconder. Na mesma hora, a expressão dela se alterou, e numa mistura de raiva com confusão, ela começou a gritar “Como assim? O que você viu? Por que você mexeu nas minhas coisas?“.

Mesmo explicando que não havia mexido em nada que não fosse da minha competência e que a falha era dela por salvar todas as senhas e deixar o computador ligado quando não estava na sala, a confusão continuou e acabou indo parar na mesa do gerente.

Como resultado, todas as senhas foram apagadas do computador dela, e eu não era mais obrigado a ficar uns 10 metros afastados. Só precisava virar o rosto quando ela quisesse digitar alguma senha…

Primeiras Screens WTF de 2009

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Category : screenshots

Claudio Medeiros achou o sistema pretagil32 meio pesado, mas com um considerável aumento de espaço em disco. Espaço lateral, diga-se de passagem…

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(PS: um doce pra quem achar todos os outros erros típicos de quem jogou no Translator e não revisou…)

Irio Musskopf (ctrl+c/ctrl+v) descobriu que nem 3,8 menos 3,8 nem sempre é 0

wtf871(Nota: tem uma pegadinha safada aqui, o que gerou o WTF, pela falha na usabilidade: com o arredondamento dos tamanhos, não é possível notar que a diferença de tamanho deve estar na casa dos KB…)

Já Witto fez as contas meio por cima, e percebeu que com o desconto na TV, ele poderia comprar… 1/3 de uma passagem de ônibus!

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(de resto, voltaremos com a programação normal em breve. Aguardem!)

Sim, a ordem alfabética não vai com a sua cara…

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Category : Suporte, Usuários, WTF

Isso aconteceu há muitos anos, quando a intranet ainda estava sendo implantado na antiga empresa. Em um dado momento, apareceram com a sugestão: “e se colocássemos a lista de ramais na Intranet? Isso economizaria tempo e papel, além de ser uma forma de divulgar a ferramenta”.

Oras, parecia simples: um campo extra, com o número do Ramal, e uma página que listasse todos os usuários, dividindo por departamentos, com possibilidade de filtros e tudo o mais. Não tinha como dar errado.

Dias depois, sistema alterado e testado, coloquei a novidade no ar. E, poucos minutos depois, sou chamado na sala do chefe. “Deve ser para discutir um aumento…”, imaginei. Ledo engano, fui chamado para discutir… minha mania de perseguição com a gerente do comercial (que tinha uma posição muito, mas muito privilegiada dentro da empresa)! Entre acusações de agir como moleque, perseguir as pessoas, e tudo o mais, acabei ouvindo que, na minha ânsia de maltratar as pessoas, acabei deixando a gerente do comercial em último qualquer listagem de ramais, não importando que filtros fossem usados. Ou seja, na concepção da mulher, eu devia odiá-la tanto que escrevi todas as páginas manualmente para que ela SEMPRE aparecesse em último.

Nessa hora, tive um estalo: levantei da cadeira, pedi para que ele acessasse a intranet, e pedi para verificar a ordem em que estava a lista de ramais: Por ordem alfabética. E o nome da gerente começava com ‘R’, e seria sempre o último, pela ordem.

Na hora, levei as mãos aos olhos, pedi ajuda a Deus, e expliquei o ocorrido ao meu chefe: a única forma de evitar isso, seria alterar a ordem da listagem, só que o ramal dela TAMBÉM seria um dos últimos, pela ordem numérica. Resultado? Precisei criar um IF na lógica do sistema, que SEMPRE traria a citada gerente em primeiro na listagem. Não importando que filtro fosse utilizado…