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Pode parar por aí!

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Category : Sistemas, WTF

Anos atrás, quando o sistema que usávamos na empresa ainda era feito em Clipper (desenvolvimento interno), havia uma pequena via crucis quando era necessário reindexar as tabelas: O usuário X reclamava que o sistema estava com problemas, eu verificava que seria necessário fazer a reindaxação, enviava para toda a rede um aviso de que seria necessário sair do sistema, ficava mais cinco minutos mandando a mesma mensagem, ligava para alguns usuários teimosos, e quando finalmente conseguia que todos saíssem, algum usuário sem-noção tentava entrar no sistema NO MEIO da reindexação, detonando TODO o banco de dados.

Quando finalmente foi liberado o orçamento para que um desenvolvedor mexesse no sistema, a primeira alteração (que eu ‘convenientemente’ considerei como crítica) foi criar uma maneira de impedir que usuários usassem o sistema ou até mesmo tentassem acessá-lo, quando fosse necessário reiniciar. O desenvolvedor surgiu com uma idéia simples: sempre que fosse necessário reindexar o banco de dados, era só criar um arquivo ‘para.txt‘ (que ‘pararia’ o sistema, sacaram? hã? hã?) que o sistema automagicamente expulsaria os usuários quando eles tentassem acessar alguma nova tela, e os impediria de entrar.

Alteração aplicada, fiz todos os testes, e funcionou perfeitamente. Para evitar problemas, apenas algumas poucas pessoas ficaram sabendo dessa nova função, assim não aconteceria de alguém criar um arquivo de parada só para causar problemas à empresa. Tudo transcorreu bem, até o fechamento do mês: do nada, o sistema começou a expulsar todo mundo durante a geração dos relatórios finais. E, não importava o quanto eu apagasse o para.txt, ele sempre voltava, poucos minutos depois.

Acusações pipocavam de todos os lados. Seria possível que alguém tivesse descoberto sobre esse arquivo? E estaria esse alguém aproveitando para causar danos à empresa? Mas… quem teria contado?

Com os ânimos exaltados, resolvi partir para a única solução: desliguei a rede, e deixei apenas uma máquina ligada ao servidor, para realizar o fechamento do mês. E lá estava o para.txt, surgindo do nada, em toda sua graça. Algumas horas depois de muita investigação, consegui descobrir o problema:

Durante o fechamento, eram impressos vários relatórios, entre eles alguns que eram divididos por cada estado/região do Brasil. O programador original do sistema, por motivos que nunca entenderei, achou que seria interessante criar um arquivo de texto com o conteúdo a ser impresso, enviar para a impressora, e logo depois apagar o arquivo. Como se a falta de noção não bastasse, ele não usou nomes aleatórios ou coisa do tipo para gerar os arquivos: no caso dos estados, era o nome do estado mesmo, sem acentos ou espaços.

Inclusive um arquivo chamado…. para.txt

O retorno da era disco

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Category : Sistemas, WTF

Thiago Berti conta uma história de um workaround maluco

Essa é uma historia que aconteceu comigo a um ano atras…

Nossa empresa desenvolve uma solução para comunicação bancária que é integrada a um outro sistema maior. A empresa que faz esse sistema libera duas APIs (Uma para interface e outra para acesso a dados) para desenvolvermos o nosso sistema, que funciona mais ou menos como as extensões do Firefox.

Quando já estávamos com um prazo curtíssimo, o nosso analista sem noção falou que demoraríamos 1 mês pra fazer (vale lembrar que quando ele falou isso, todo o nosso conhecimento sobre as APIs era um simples curso, e só, sem contar que ninguém sabia programar em C# direito). Até aí tudo bem, mas tínhamos que entregar uma versão funcionando de qualquer jeito, e tínhamos uma barreira à frente: Não conseguíamos fazer uma alteração de status de um boleto pela API de acesso a dados(fazer uma Query SQL era impossível naquele momento).

Perdemos umas duas semanas tentando resolver esse problema e nada, até que meu chefe teve que ir apresentar o produto em um cliente em potencial. Ou seja, o sistema TINHA que funcionar, de qualquer jeito. Conversando com o chefe, ele falou “Faz pela interface mesmo, mas dá um jeito de funcionar“. E foi assim que foi feito: quando era necessário fazer essa alteração de status, o usuário via a tela piscar repetidas vezes: Era o nosso sistema clicando num menu, clicando num botão, escolhendo registros numa grid, selecionando uma combobox e clicando ok, e depois fechando as telas que abriu.

Esse método foi apelidado de Discotec, por motivos óbvios, hoje já foi corrigido (era um problema em um dos parâmetros do método da API de acesso a dados), mas a lenda do discotec ainda continua viva (e a versão continua no CVS)

Você já abraçou seu programador hoje?

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Category : Sistemas, WTF

A vida não é fácil para programadores: O escopo do projeto muda faltando dois dias para a entrega, chefes que não entendem do trabalho exigem coisas absurdas, usuários passam a maior parte do tempo pedindo ajuda em tarefas simples, e isso tudo em casos simples. Programar é um trabalho para poucos. Você já abraçou seu programador hoje?


(link do vídeo, para assinantes do feed)

Internet – Um conceito pouco claro

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Category : Sistemas, WTF

Fernanda mostra mais uma vez que as empresas ainda não entenderam o conceito de ‘internet’.

Sendo a responsável pela área de TI da empresa – e tendo, portanto, mais afinidade com computadores -, me pediram que entrasse no site da companhia telefônica para imprimir a segunda via da conta, já que com a greve dos Correios não a receberíamos em tempo e o vencimento estava próximo.

Bom, aparentemente o sistema de segunda via foi remodelado recentemente, pois para contas de pessoa jurídica, além do CNPJ, é necessário uma senha que ninguém sabia. Tudo bem, o formulário para cadastro era bem simples, mas a senha recém-cadastrada não funcionava, o site retornava a mensagem de “senha bloqueada”. Fiquei algumas horas aguardando um e-mail, ou mesmo uma ligação para o desbloqueio da senha, mas como nada acontecia a solução foi ligar para o SAC da empresa…

Todo mundo sabe como o atendimento telefônico funciona, você fica ouvindo gravações e apertando botões na esperança de falar com um ser humano. Quando finalmente consegui, expliquei a situação para a atendente e perguntei como desbloquear a senha para conseguir acessar a segunda via da conta. A resposta?

“Em até cinco dias úteis a senhora vai estar recebendo pelo correio uma notificação de que a senha foi desbloqueada e poderá acessar sua conta.”

Dizem que, após o desbloqueio da senha, é preciso imprimir uma página, autenticá-la em cartório e enviar para a Telefônica, para finalmente poder usar o sistema…

Bom, é o relatório que vocês queriam, não é?

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Category : Sistemas, WTF

Não sei já comentei por aqui (pelo menos, não encontrei nada no histórico), mas durante mais ou menos um ano a empresa contratou um terceiro[bb] com a árdua missão de migrar nosso antigo sistema Clipper + DBF para uma plataforma mais ‘atual’, com todas as vantagens e facilidades que essa nova plataforma traria (a saber, facilidade de criação de relatórios e pesquisas). O contratado, por fumar em torno de dois maços de cigarro durante o expediente, recebeu o apelido simpático de “Canceroso[bb]“. Canceroso, como programador, era… bom, era um ótimo usuário. É o tipo de ‘profissional’ causador de WTF’s que já devia ter sido mais citado aqui….

Tudo, da contratação até o último momento do Canceroso na empresa, foi uma sucessão de boas idéias mal executadas. Pra começar, ele foi contratado durante minhas férias, sendo que não tive qualquer envolvimento no processo de seleção. E, ao invés de definir o pagamento por projeto (muito mais coerente, já que ele só foi contratado para isso) Canceroso iria receber POR MÊS. Sim, isso mesmo: quanto mais ele enrolasse no projeto, mais ele receberia. E, assim, de Janeiro a Agosto, tudo o que Canceroso nos deu foi uma tela de login e um menu, que demoravam quase cinco minutos para serem mostrados na tela. Isso, porque tudo deveria rodar sobre Tomcat[bb] e base de dados Firebird[bb], em um servidor que (na época) era de dar inveja.

E, não, eu não tinha qualquer poder de veto sobre a presença dele na empresa ou no projeto. Quando muito, tinha que ficar desfazendo algumas das loucuras que ele aprontava, antes que atingissem os usuários.

Mas nem pela nossa amizade?

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Category : Suporte, WTF, oops!

Quem trabalha com informática padece da mesma maldição que médicos, advogados, dentistas e cafetões: não importa onde você esteja, nem a situação, SEMPRE vai ter alguém que você acabou de conhecer, dizendo “Ah, você trabalha com computador? Olha, eu tenho um micro lá em casa, e ele tá muito estranho. Você sabe o que pode ser?” – Normalmente, a pessoa nem mesmo sabe descrever o problema, acredita piamente que você TEM que ajudá-la, e não aceita que você COBRE por isso. Que levante a mão quem nunca teve que prestar “suporte virtual” pra alguém no meio de uma festa, evento, ou reunião…

1 X 0 pro Racíocinio Lógico….

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Category : Sistemas, WTF, dicas

Semanas atrás, meu superior me ligou, perguntando se eu estava sabendo de um problema que estava rolando no sistema, com relação a títulos enviados para o banco. Respondi que não, e imediatamente fui ‘escalado’ para resolver um problema que já durava há mais de dois meses: alguns títulos não eram reconhecidos pelo banco. E eu tinha que descobrir a causa do problema em menos de um dia, pois alguns desses títulos já estavam para vencer.

Explicando: nosso sistema (assim como qualquer outro, imagino), logo após emitir nota fiscal dos produtos vendidos, também permite a emissão de boletos para que o cliente efetue o pagamento. Esses boletos possuem uma identificação, e para facilitar todo o processo de pagamento e reconhecimento pelo banco, o mesmo exige que seja enviado diariamente um arquivo com informações dos boletos (ou títulos, como preferir), utilizando um software próprio (cada banco usa um sistema diferente). Esse arquivo é gerado pelo sistema, contendo todas as informações referentes aos boletos emitidos. Mas, de uma hora pra outra, alguns títulos enviados acabavam sendo rejeitados pelo banco, o que trazia uma série de problemas, até mesmo na hora de identificar se o cliente realmente havia pago o boleto.

E o problema se alastrava há dois meses. E eu tinha um dia pra descascar esse abacaxi.

Normalmente, é aqui que os funcionários de TI ficam loucos e começam a correr atrás de soluções bizarras ou explicações malucas para tentar explicar o bug. Mas, acostumado a sofrer com problemas malucos e prazos apertados, me acostumei a utilizar um sistema conhecido como análise da causa raiz, muito utilizado em empresas que possuam certificação ISO. Com a análise da causa raiz, o que é necessário é entender o erro, listar algumas possíveis causas para o mesmo, e testar essas causas, até que uma se mostre a ‘verdadeira’.

Aquele botão que fica onde o Sol não bate, sabe?

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Category : Suporte, Usuários, WTF

Prestar suporte por telefone nem sempre é uma tarefa agradável, mas quando o usuário encontra-se longe ou você está mais do que atarefado, é a única solução. O problema começa quando o usuário mal sabe mexer no computador, e você precisa passar (ou receber) o que está aparecendo na tela. Provavelmente todos já passaram pela situação de dar as ‘coordenadas’ para chegar a um programa, e no final perceber que o usuário mal clicou no botão ‘Iniciar’ ainda.

Não é porque não uso que não preciso dele funcionando!

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Category : Sistemas, Usuários, WTF

Temos um sistema de controle de dados comerciais na empresa que, digamos assim, funciona. OK, talvez eu esteja sendo chato, o sistema até que não é tão ruim, comparado com muitos que eu já vi, mas alguns detalhes chatos me incomodam, como a necessidade de ter que instalar os arquivos localmente (apesar do BD ficar no servidor) e a interface que lembra muito o Windows 3.1. Um dos principais problemas do software é que algumas funções dependem exclusivamente do MS-Office, mas conseguimos convencer a empresa que nos vendeu o software a adaptar alguns dos recursos para o OpenOffice. Uma ou outra coisa não pôde ser adaptada, mas nunca foi nada de importante…

Ok. Alguns meses depois da implantação, recebemos uma atualização do sistema. Como sempre, iniciei todo o processo típico de atualização (testar exaustivamente, comunicar um dia antes, fazer backup de tudo, comunicar que o sistema vai sair do ar, perceber que ninguém saiu, derrubar os usuários e deixar o sistema offline, fazer as atualizações necessárias, liberar o acesso, e finalmente pedir para que os usuários reportem algum problema).

Tudo atualizado, o sistema rodando tranquilo, até que a supervisora do setor me liga, perguntando se houve algum problema com a atualização. Como não havia nenhuma chamada, respondo que até o momento estava tudo ok, mas pedi para que ela verificasse com as funcionárias se elas haviam encontrado algum bug no sistema.

E, cinco minutos depois, uma usuária envia um email com vários screenshots de mensagens de erro, informando que todas as telas eram importantíssimas, e que a solução daqueles erros era urgente. Verificando as telas de erro, percebi que todas chamavam alguma função do MS-Office, e, achando que talvez as nossas implementação tivessem se perdido na atualização, enviei um email para o suporte do sistema, pedindo uma solução rápida.

Raios e Trovões!!!!!!!!!!!

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Category : Sistemas, Usuários, WTF

Às vezes, é normal técnicos de suportes subestimarem seus usuários, e serem surpreendidos em situações das mais estranhas possíveis. Semana passada, passei por uma situação dessas, envolvendo arquivos não enviados para o banco, uma tempestade de raios, e muita cara-de-pau…

Estavámos tendo problemas com o envio de arquivos para nosso banco, arquivo esse com informações referentes aos boletos que geramos no sistema, e que deve ser enviado via software do banco. Como o problema já persistia há mais de três semanas, fui chamado para tentar descobrir o que estava acontecendo. E, assim, após dezenas de ligações para os bancos, análise dos arquivos e acusações entre o Faturamento e o Financeiro, descobri que o sistema havia sido alterado por alguém (que provavelmente nunca saberemos quem é) e por isso o arquivo estava sendo gerado com erros.

Só o processo de investigação para chegar à solução do problema já geraria um WTF gigantesco, mas o melhor ainda estava por vir: resolvi acompanhar por mais um tempo o problema, verificando se o arquivo era corretamente enviado e processado pelo banco. Mas logo no segundo dia, nem o sistema do banco nem a própria atendente de lá acusaram o recebimento do arquivo. E agora?