Calliejane começou a trabalhar em uma multinacional, como analista de sistemas, há algum tempo atrás. Toda feliz, achando que tinha tirado a sorte grande, Calliejane só pensava nas vantagens: empresa grande, novos desafios, etc. Não demorou muito para os WTFs aparecerem e a emoção virar um grande sentimento de roubada: Toda a empresa era controlada por Excel e Access. Tudo. Previsão de estoque, custeio, cotações e por aí vai. Lembrnado, Calliejane trabalhava em uma m-u-l-t-i-n-a-c-i-o-n-a-l!
O que mais impressionava era que a multinacional fabricava produtos de ponta, bem caros e com multas de milhares de dólares em caso de atrasos. E, por falta de um TI eficiente, toda a estrutura do local era mantido pelo Excel e Access, alçados a verdadeiros “ERPs” pelos usuários. Tudo o que passava pela cabeça de Calliejane vendo aquele cenário infernal era “porquê que as coisas aqui na TI são tão amadoras?!?!?”.
O tempo foi passando e aos poucos a grande dúvida que assombrava o dia-a-dia dela foi sendo respondida, à medida que ela ouvia pérolas e mais pérolas da gerente, responsável por toda a TI da filial da empresa. Uma vez, enquanto levantava requisitos para a primeira tentativa em desenvolver um sistema “não-access-não-excel” na empresa, Calliejane estava tentando obter informações com o pessoal da TI da sede nacional da empresa, que ficava no Rio de Janeiro, sobre a possibilidade de desenvolver uma interface com o sistema de custos. O sistema era um módulo do ERP da Oracle, o PAC (Periodic Average Costing) – custeio de produtos. E, em uma tarde inspirada, a gerente de TI ergue uma revista Veja e pergunta: “o PAC que você está tentando acessar no Oracle é este mesmo PAC daqui da revista que o Lula tanto fala?“

Bem, veja pelo lado bom, ela podia estar lendo alguma coisa sobre PAC-MAN.
Aqui acontece a mesma coisa. Contrataram um cara com 9 anos de experiência com TI, programaçao, etc e colocaram pra sala da copiadora e depois arrumaram outro cara formado em sistemas de informação pro TI mas que não sabe nem fazer um cabo de rede, mas é formado. Todo lugar é assim.
E quanto à questão do access, eu acho que é um avanço, pois na maioria que eu conheço (multinacionais também) só rola excel.. os caras do TI nem instalam o access nas máquinas pq nem sabem pra que serve.
“os caras do TI nem instalam o access nas máquinas pq nem sabem pra que serve.” Será q é por que ele serve pra muito pouca coisa ou nada?!
touché