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Podia pagar um pendrive também , dona….

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Category : Aulas, WTF, oops!


Thiago mandou essa, direto da faculdade:

Trabalho há pouco mais de um ano em uma faculdade de informática, não posso dizer que é as mil maravilhas, mas o que realmente torna meu trabalho agradável são as situações que vejo.
No início deste ano, meu chefe optou por utilizar um sistema chamado Steady Steate (é um sisteminha básico, que quando você ativa, ele pode por exemplo reiniciar todo o sistema para aquele mesmo estado de quando foi ativado). De vez em quando aparece alunos querendo recuperar seus arquivos da aula passada, por isso com uma boa prevenção, foi criado mais um particionamento nos HDs, é suficiente para os alunos apenas salvarem os arquivos, e depois se quiserem recuperá-los, basta pedir ao funcionário recuperar o arquivo, ou o próprio aluno ir ao micro para recuperá-lo.

No começo das aulas, meu chefe avisou os professores das novas mudanças nos micros, e pediu para que passassem as informações para os alunos. Eis que numa sexta-feira, no final do semestre passado, com fechamento de notas, entregas de trabalho, uma mulher aluna do curso de Tecnologia em Internet, cria um trabalho inteiro em flash, durante a aula. De certa forma eu fiquei meio admirado, ela fez um trabalho exemplar em menos de 4 horas, só que ela salvou no computador.

Dia seguinte bem de manhãzinha, me vejo no meu laboratório, morrendo de sono e vendo animês, quando aquela mulher aparece totalmente esbaforida no laboratório, mesmo não sendo aula dela, ela vai até o micro em que havia usado no dia anterior, ficou lá por cerca de 40 minutos. Quando ela finalmente desiste, se levanta, dirige-se a minha mesa e pergunta:

“Você pode pegar meu trabalho que salvei no micro X ontem?”
E eu claro(já pensando na possível burrada..) abri o micro X, fui seco até a
partição específica para salvar arquivos procurando aquele trabalho, quando ela me interrompe: “NÃO ESTÁ AÍ”.
Ela me diz que salvou na pasta dela no desktop(cada aluno no caso, na hora de fazer o logon teria sua propria pasta em cada micro).

Eis que tento explicar para ela:
”Se você salvou nesta pasta todos os seus arquivos foram apagados.”
E ela retruca.
“Como assim apagados? Eu sentei naquele micro ontem, como é possível eu sair daquele micro ontem as 23 horas e voltar agora e alguém já ter apagado?”
”Senhora, todos os micros da faculdade possuem o Steady State, quando são reiniciados eles ‘formatam’ o micro para um padrão.”
“Mas como vocês podem colocar um programa deste tipo nos micros de uma faculdade?”
”Para evitar a entrada de vírus, programas não necessários, jogos, e besteiras que alunos possam colocar.“
“E agora?! Tem como recuperar meu trabalho?”
”Não, não há modos de conseguir o seu trabalho de volta”
E claro ela dá meia volta resmungando..
“E eu ainda pago essa faculdade…”

Comments

Podia ter dito pra ela o lado bom: já que ela ia fazer tudo de novo, sairia melhor, pois ela já estaria mais experiente, huahuahua.

Já trabalhei num faculdade também. Havia um aviso em cada laboratório, “aluno, não salve seu trabalho no computador da Instituição, ele pode ser formato a qualquer momento”.

De vez em quando aparecia aluno reclamando de trabalho que sumiu. Nós tinhamos como resposta o aviso. Se ele salvou, sabia que podia perder. A culpa então é interamente dele.

Eu poderia escrever alguns WTFs pro site, mas tirando uma agressão verbal e uma agressão física, não aconteceu muita coisa comigo! :D

Eu também trabalhei em faculdade, no departamento de EAD, e pra mim sempre fica o “cheiro” de que os responsáveis pela rede estão mais preocupados em minimizar o trabalho deles do que em conseguir soluções para os usuários.

Desconfiança que só aumentou quando eu passei a ministrar as aulas.

Realmente, a política de vocês poderia ser melhor com o aluno, ao invés de minimizar o trabalho de vocês.

Pensem pelo lado da aluna, ela até tem certa razão.

Uma solução melhor? O aluno se loga num dominio com servidor ldap/AD, e as pastas dele são mapeadas do servidor para o micro que ele está (inclusive o Desktop), em qualquer micro que ele sente, as coisas dele estão lá.

Mas já viu né? Montar servidor, administrar, cadastrar aluno… Dá trabalho, sabe?

@Rafael

Alguns anos atrás, quando os dispositivos removíveis de armazenamento eram bem mais caros, creio que seria de se esperar que os responsáveis pela gerência da rede tivessem um pouco mais de desvelo com os arquivos salvos localmente nas estações.

Mas atualmente, a maioria das pessoas que tem contato constante com computadores traz consigo um Thumb Drive pendurado no pescoço (é de se esperar que os alunos de faculdades de tecnologia não sejam exceção a esta regra)… E mesmo quando estes não eram acessíveis, eu cuidava de fazer “backups”, enviando meus arquivos para um e-mail particular qualquer. Creio que uma boa solução para os usuário é manter os PCs da faculdade em bom estado, ou seja, sem vírus ou programas não homologados. E tratando-se de computadores públicos, não podemos esperar primores de confiabilidade no que tange ao armazenamento de informações em disco.

Abraços.

Na boa. Na minha opiniao O THIAGO E SEU CHEFE ( e provavelmente o professor) sacanearam a aluna.

Veja esta parte: “No começo das aulas, meu chefe avisou os professores das novas mudanças nos micros, e pediu para que passassem as informações para os alunos.”

E se o professor nao tiver repassado a informaçao? E se a aluna tivesse faltado no dia que o professor passou a informaçao.

O correto seria ter um aviso em cada computador o na porta do laboratorio (como ja falaram no segundo comentario)

Ou entao, largarem de preguiça e implementarem algo decente como o Marcelo falou.

O Thiago e seu chefe sujaram com a aluna por conta de pura preguiça.

@Micox

Bem… Você tem ideia do valor da multa que uma empresa pode sofrer por parte da ABES por ter programas ilegais em seus computadores? Você sabe as implicações de ter material de cunho pedófilo nos computadores de uma empresa? Você sabe os custos necessários para manter os computadores de uma empresa livre de todos estes males? Sou partidário da política adotada pelo Thiago! Sem sombra de dúvidas! O risco não vale a satisfação de um aluno preguiçoso ou incauto!

@Anapropegua
A solução então é mandar que cada um tenha seu próprio computador? Ora essa. A faculdade ter a obrigação de dispor computadores para os alunos estudarem? e ainda por cima permitir que salvem seus trabalhos nesses micros? que absurdo….
Não sei como faziam mas, na minha faculdade, eu salvava todos os meus trabalhos num micro, via os trabalhos em qualquer outro, era impossível instalar softwares, arquivos suspeitos (pornografia, músicas ilegais, executáveis) eram apagados (após uma chamada de atenção no aluno). E isso foi em 1996. Será que hoje em dia não dá pra fazer coisa ainda melhor mantendo a funcionalidade?
Apóio a teoria da “preguiça dos responsáveis pelo laboratório” levantada aqui nos comentários.

@Anapropegua
???
Agora que não estou mais entendendo nada.
Esta resposta foi mesmo para mim? Não se confundiu não?

1) Em que momento eu falei pra alguém baixar programas ilegais?
2) Em que momento eu falei pra liberar programas ilegais pra alunos?
3) Em que momento eu falei pra deixar os alunos entrarem nos sites que quiserem?
4) Em que momento eu falei que deveria deixar todos estes males liberados?
5) Em que momento eu falei pra deixar os alunos preguiçosos sem regras??

Recapitulando o que eu disse. Em caso de dúvidas é só ler novamente meu comentário anterior. ATENÇÃO, eu disse que:

A ) Deveria ter sido colocado um aviso em cada computador OU na porta do laboratorio (pois o professor pode não ter repassado o recado).

B ) Implementem algum sistema de servidor ldap (como tinha na minha faculdade).

Leia novamente e veja que eu não disse nada do que você está me acusando.
Realmente fiquei sem entender de onde tirou tantas coisas…

Olha que eu coloco todos vocês no cantinho do pensamento! >:(

@Micox

Vamos rever algumas de suas declarações:

“Na boa. Na minha opiniao (sic) O THIAGO E SEU CHEFE ( e provavelmente o professor) sacanearam a aluna.”

Uma declaração um tanto contundente, não acha? Acusar um profissional de estar desempenhando suas funções relaxadamente. Por conta da imprudência de uma aluna!! Não é preciso aviso algum! É questão de bom senso!! Eu não mantenho arquivos meus em computadores públicos, independente de quais sejam!!

“E se o professor nao (sic) tiver repassado a informaçao (sic)? E se a aluna tivesse faltado no dia que o professor passou a informaçao.”

São muitos “E Se’s”, poderíamos passar o dia nisto:

“E se a aluna fosse deficiente visual e não visse o anuncio na porta do laboratório”

“E se a aluna fosse deficiente auditiva…”

E por ai vai…

Vamos a suas “duvidas”:

1) Em que momento eu falei pra alguém baixar programas ilegais?

Com a politica de manter os arquivos dos alunos nos PCs, você está sujeito a isso… Eu tenho plena ciência dos custos de hardware e operacionais necessários para tentar manter várias estações limpas e livres de conteúdo inapropriado…

2) Em que momento eu falei pra liberar programas ilegais pra alunos?

Idem ao item 1

3) Em que momento eu falei pra deixar os alunos entrarem nos sites que quiserem?

Alguém falou em sites?? Creio que nem utilizei esta palavra ou qualquer sinonimo seu… Um computador tem “outras portas de entrada” para conteúdo inapropriado, inclusive pelos próprios ThumbDrivers…

4) Em que momento eu falei que deveria deixar todos estes males liberados?

Idem ao item 1

5) Em que momento eu falei pra deixar os alunos preguiçosos sem regras??

Voltando mais uma vez a sua declaração anterior:

“Na boa. Na minha opiniao (sic) O THIAGO E SEU CHEFE ( e provavelmente o professor) sacanearam a aluna.”

Você colocou a aluna em posição de injustiça da, de coitadinha que foi prejudicada dolosamente pelos administradores “maus, cara de mamão”… Diante desta posição das duas uma: Ou você concorda com a postura da aluna e/ou está advogando em causa própria!

Espero ter esclarecido minha linha de pensamento.

@Cristiano

“A solução então é mandar que cada um tenha seu próprio computador?”

Eimmmmmm???

Pois é, de 1996 para cá algumas coisas mudaram… Hoje temos maior disponibilidade de banda, “Proxy-Avoidance’s”, touche’s (para mudar datas de atualização de arquivos, afim de parecerem mais novos ou velhos), etc… As vezes são necessárias medidas drásticas! Os alunos “sofrem” se quiserem… Os pendrivers estão ai para evitar este tipo de inconveniente… R$ 20,00 e esta discussão é encerrada… :)

@GraveHeart

Vou me comportar… Prometo… ;)

@Anapropegua
Bem, não vou dar corda à discussão pois não sou disso. Quem me conhece na web sabe disso.

Olhando todos os outros comentários e não só os meus, você perceberá que eu não sou o único que levanta a possibilidade de que “A CULPA NÃO FOI DA ALUNA”.

A obrigação de dar o aviso era do pessoal do laboratório. Simples.
E acho que, apesar dos replies nervosos contra os comentários de todos, você já percebeu isto.

Se quer que o pessoal que usa o laboratório compre pendrives eles devem ser avisados disso.

Como cumprirei uma regra que não sei que existe. Se coloque no lugar da aluna.

Não vou dizer que o pessoal do laboratório foi preguiçoso. Foi um erro meu chamar desconhecidos de ‘preguiçosos’. Vou dizer apenas que eles foram irresponsáveis NESTE caso.

@Micox

“Olhando todos os outros comentários e não só os meus, você perceberá que eu não sou o único que levanta a possibilidade de que “A CULPA NÃO FOI DA ALUNA”.”

“Argumentum ad populum” – O fato de muitas pessoas estarem defendendo o seu ponto de vista não é uma garantia de que ele seja correto.

“A obrigação de dar o aviso era do pessoal do laboratório. Simples.”

Nem sempre em um gramado verdinho e bem cuidado há um aviso de “Proibido pisar na grama”… Questão de educação e bom senso…

Concordo com você de que se o aviso existisse, o mau entendido teria sido evitado… Mas para mim o aviso é redundante… Eu nunca guardaria um arquivo pessoal em um computador público… O fato do aviso não ter sido dado não redime a aluna da peja de incauta (ou seja, sem cautela, descuidada)…

Tirando o pequeno apelo falacioso, seus argumentos são bem fundamentados, só não concordo com eles…

@Anapropegua

As soluções que você sugere são ótimas. Mas podem ser resumidas em “te vira mas não grava aqui”. Mandar o aluno arrumar uma solução? Legal, se essa é a sua opinião, a discussão está encerrada. Houve preguiça mesmo, não há o que discutir, você concorda comigo.

@Anapropegua

Só mais um detalhe: meu arquivo com o projeto que eu passei as últimas 6 horas escrevendo na faculdade estão no meu pendrive de R$20,00. Na volta pra casa eu sou assaltado. Levam minha mochila. Lá se foram meu pendrive de R$20,00, minhas 6 horas de trabalho além do meu celular, carteira e demais pertences.
No dia seguinte sei que meu professor será compreensivo com o atraso na entrega de meu trabalho.
Só pense nisso.

@Cristiano

Mais alguns “E se’s” e mais um sofisma:

“Argumentum ad Baculum” – Argumento da força: Tentar provar um teste através de premissas que apelam para a força.

“Queria ver se fosse com você…”
“Se você fosse assaltado”
“Se todo o ativo de informática fosse vendido para um terceiro…”
“Se caísse um raio no CPD”
“Se um meteoro gigante colidisse com a terra”

O mesmo “se” que você aplica ao pendrive eu aplico ao PC da faculdade! Ok, tudo bem, um HD de boa qualidade, interno em um ambiente controlado é teoricamente mais confiável… Mas um computador público é algo impessoal, não tem “dono” (o dono é a faculdade, e tudo o que está “dentro” do PC também), ele não é imune a erros, qualquer coisa pode acontecer com o mesmo.

Abraços!

Só me corrigindo…

Não é “Tentar provar um teste…”
E sim “Tentar provar uma tese…”

E só para jogar uma luz na política que você chamou de “te vira mas não grava aqui”:

O que há de positivo em manter estes arquivos exclusivamente no PC da faculdade? Alem da insegurança, existe o problema da disponibilidade… Estudantes precisam estudar, muitas vezes em casa… Deu para alcançar a linha de raciocínio não deu?

Ciao!

Eu defendo a aluna. E como professor, iria reclamar ao coordenador do curso – e ao chefe pelo laboratório – porque uma política de segurança parece estar mais preocupada com o conforto dos funcionários – que são pagos pra isso – e isso prejudicou uma aluna – que paga pelo serviço.

É a mesma lógica, aliás, de tantos profissionais da área que se empenham em bloquear serviços dos usuários da rede, sendo que é possível LIMITAR sem bloquear – embora, claro, dê MUITO mais trabalho.

Quanto a questão de bom senso. Uma coisa é o senso que se espera de quem trabalha o dia todo com essa realidade. Outra, bem diferente, é a de quem está aprendendo sobre o assunto.

Pressupor bom senso é o caminho mais curto para equívocos dos mais variados. O correto é explicar, colar papelzinho na porta, deixar aviso no desktop, qualquer solução que a pessoa pudesse ter sido alertada na hora, e não depois que o problema aconteceu.

Sim, gera custo e trabalho gerenciar uma rede de faculdade. Mas é para isso que se contrata pessoas pra cuidar do problema.

Do jeito que está, é como deixar o porteiro do prédio fazer as regras do condomínio. Ninguém entra e ninguém sai e ele não tem mais trabalho nenhum.

Opinião de quem trabalhou anos com suporte, sendo que a norma da empresa passou a ser bloquear TUDO depois de um tempo:

- é MUITO mais barato bloquear / tomar outras medidas que impeçam problemas do que contratar / treinar pessoas para ficar limpando computadores com vírus / detonados. Sem contar o tempo, e a indisponibilidade do aparelho durante o conserto. Triste, mas é a verdade.

@Rafael B. Dourado

Primeiro, não é uma questão de conforto, e sim de praticidade: Creio que mais vale um computador disponível para dez alunos do que um arquivo perdido por uma aluna descuidada; Trabalhamos a favor de uma maioria. Quantas horas de indisponibilidade um vírus pode causar? Enquanto um PC estiver em manutenção não poderá ser utilizado por ninguém!

Você sabe o percentual de jovens matriculados em universidades em relação ao resto da população?

Respondo: 12%

É razoável pensar que em nossa terra de cegos os 12% que possuem um olho só são Reis!

Não acho exigir de mais querer que um estudante universitário faça aquilo que qualquer frequentador de Lan House de periferia faz com maestria!!

Não trata-se de “ninguém entra, ninguém sai”: É necessário muito esforço para manter este ambiente funcionando perfeitamente e ainda existe muito trabalho a ser feito alem de limpar as bobagens dos usuários.

Não creio que o sindico deste mesmo condomínio ache necessário instruir o porteiro a não permitir que homens armados e encapuzados entrem no prédio. Isso faz parte do “equipamento básico” de todo ser humano, o instinto de auto-preservação!

@Rafael B. Dourado

A despeito da discussão… Já conhecia teu trabalho.. Mas este nosso pequeno debate me fez olhar para ele com mais atenção. Muito bom mesmo! É até um pouco surreal… Ainda temos aquela tendência herdada da “antiga mídia” de achar que quem produz está a quilómetros de distancia de quem “consome”… Tempos de Internets…

[]’s

Anapropegua…

Obrigado pelo elogio – confesso que me envaidece bastante alguém reconhecer meu trabalho.

E sem dúvida que é mais barato, também, manter uma política de restrição absoluta. Concordo que um computador parado para manutenção não é só mais trabalho para a equipe de manutenção, como também é prejuízo a todos os que o utilizam.

Minha postura é – e eu brigo muito nas empresas onde trabalho por isso – de que o treinamento dos usuários deve ser capaz de atribuir a cada um a responsabilidade pelo bom uso da rede, sem o paternalismo do “isso pode e isso não pode” (que sempre cheira a conveniência da equipe responsável, mesmo que não seja só isso).

E eu sei que há empresas em que os funcionários não tem sequer as condições mínimas pra ENTENDER um treinamento – o mesmo vale para alguns alunos de faculdade.

Mas o “nivelamento por baixo” não deveria acontecer nunca. Melhor uma punição exemplar do que uma restrição incapacitante.

Eu que sei o que foi redigir um requerimento de laudas e laudas pra convencer o CPD de uma empresa a liberar acesso a orkut e sites adultos quando fazia pautas pra programas popularescos de TV. E mesmo assim isso ter sido negado, tendo eu que preparar todo o material de casa – sem ganhar por isso – enquanto um gerente de rede negou pelo “risco de trabalho extra” – que ele teria, sendo ele remunerado por isso.

Fujo da discussão aqui. Acho que é mais uma questão de postura mesmo. O ideal é que tenha sempre conversa, negociação e que o funcionamento do trabalho seja adequado pra todo mundo.

Ainda assim fiquei com pena da aluna… :p

@Rafael B. Dourado

Concordo que esta discussão já foi mais longe do que deveria ir… Mas gostaria de fazer um ultimo comentário a respeito de algo que você escreveu:

“Mas o ‘nivelamento por baixo’ não deveria acontecer nunca. Melhor uma punição exemplar do que uma restrição incapacitante.”

Não creio que as guilhotinadas reais pré-Revolução Francesa impediram a turma que tinha por lema “Liberté, Egalité, Fraternité”… Não creio que seja o melhor exemplo, pela natureza “heróica” dos insurretos… Mas é uma demonstração de que as “punições exemplares” nem sempre funcionam…

Quanto ao: “(…) sendo ele remunerado por isso (…)”

Correndo o risco de parecer tolo: Um gari é pago para recolher o lixo que os outros jogam no chão… Que bom seria que as pessoas tivessem o bom senso de não jogar o lixo no chão!! Com certeza você concordaria com a implantação de um mecanismo que impedisse o lixo de ser lançado ao chão… Mas ainda existiriam aqueles que bradariam pela liberdade de sujar a cidade…

[]’s

Analogia por analogia, seria como acreditar que as travas em portas giratórias dos bancos estão lá realmente pela segurança do próprio cliente impedido de entrar com a chave no bolso…

Opa, peraí que meu comentário soou bem mais antipático do que eu gostaria…

Não nos esqueçamos que tem gente que realmente defende a idéia de que: a sujeira garante o emprego de quem limpa – e isso é “aplicado” até na recusa de alguns clientes de praça de alimentação de retirar as próprias bandejas.

Longe de mim compactuar com isso, exceto, claro, nos shoppings que abusam do preço do estacionamento…

@Rafael B. Dourado

Bem, uma chave por menor que seja pode ser uma ameaça a segurança dos clientes. Lembro-me da letra de uma musica do Capital Inicial que dizia assim:

“pedra no chão é topada pedra na mão é porrada”

Claro que é muita ingenuidade achar que esta medida existe SOMENTE para preservar a integridade física dos clientes.
Da mesma forma que um arquivo de poucos bytes pode conter um vírus que tem potencial para causar muitos problemas.

Não acho que compense apelar para uma inversão de valores em favor da empregabilidade de alguns… Desta forma poderíamos justificar que um traficante emprega e traz muitos beneficios para a comunidade onde ele atua… A atitude de jogar lixo no chão continua sendo reprovável, independente de quem esteja se beneficiando dela!!

Proponho as seguintes questões de múltipla escolha:

1) Partindo das premissas de que a aluna em questão cursa o ensino superior e tem Q.I superior a 50. É correto dizer que diante do acontecido (ter as únicas cópias de um projeto pessoal, que não levou menos de uma hora para ser concluído em um computador público), a aluna pode ser considerada:

a) Cautelosa
b) Incauta

2) O administrador da rede, tomando por principio o fato de não ter conhecido o funcionamento de um computador na semana passada e também tem Q.I superior a 50. Por não ter divulgado as políticas de forma visível a todos os usuários a politica de contensão de problemas do laboratório, pode ser considerado:

a) Cauteloso
b) Incauto

3) A política de salvar a única cópia de um arquivo importante em um computador público pode ser considerada:

a) Boa
b) Ruim

4) A afirmação (simplificada) das leis gravitacionais universais de Newton de que “Tudo que sobe tem que descer” são:

a) Auto-evidentes
b) Precisam de mais demonstrações empíricas

5) O fato de salvar uma única cópia de um arquivo importante em um computador público ser uma temeridade é:

a) Auto-evidentes
b) Precisam de mais demonstrações empíricas

Peço perdão pela acidez de algumas afirmações… Mas creio que elas devam ser vistas com humor… Não pretendo ofender ninguém…

Bom, voltei aqui depois de alguns dias e vejo que a polêmica continua heheheh.

Eu continuo a bater na tecla de que um simples aviso no desktop e em papel mesmo na sala de informática teria evitado este desconforto para a aluna e para os profissionais do laboratório.

Eu não recrimino os bloqueios que os profissionais do laboratório fizeram – apesar de a Ana ter entendido errado e achado que eu quero liberar arquivos para os usuários – A política do laboratório são os profissionais que fazem e ponto.

Mas toda política que exige alteração de costumes dos outros deve ser COMUNICADA.

Se querem bloquear, bloqueiem, mas AVISEM. O erro, na minha opinião, esteve apenas no fato de terem se eximido da responsabilidade de ‘avisar’.

Não se deve esperar ‘Bom senso’ de ninguém, tudo deve estar CLARO e bem definido. Os profissionais acreditaram que os alunos teriam ‘bom senso’ para usar pendrive e a aluna acreditou que os profissionais teriam ‘bom senso’ em avisar mudanças drásticas.

Tudo por causa da falta de um simples AVISO.
Eu continuo achando que o ‘WTF’ deste caso foi invertido. heheh

Té.

@Micox

Não creio que o WTF tenha sido invertido… Vamos “deitar” algumas questões sobre a mesa:

P: Foi um descuido não avisar a todos a respeito da política vigente?
R: Sim! Foi!

P: A Aluna foi imprudente em manter a ÚNICA cópia de seu trabalho no PC da faculdade?
R: Sim! Foi!

P: Devemos esperar que todas as pessoas de um ambiente heterogenio, com vivencias e historias de vida diferentes, tenham o mesmo “bom senso”?
R: Não, não devemos!

P: Devemos esperar que todos os vendedores sejam honestos e não iludam seus clientes?
R: Não, não devemos!

Mas, mesmo assim partimos da crença fundamental mínima de que existem algumas pessoas honestas… Caso contrário nunca manteríamos relações comerciais com ninguém… Da mesma forma parto do princípio básico que um estudante universitário tenha mais um pouco de discernimento…

P: De quem era o interesse pelos arquivos?
R: Da Aluna

Como a Aluna era a principal (para não dizer única) interessada nos arquivos, os primeiros cuidados para manete-los deveriam partir dela!!

Se levarmos em consideração a seguinte equação:

PCP (AR*AUCCT) UCDUAI=DE
PCP = PC Público
AR = Alta Rotatividade
AUCCT = Alguns Usuários Com Conhecimento Técnico
UCDUAI = Única Cópia de um Arquivo Importante
DE = Desastre Eminente

Interessante que surgiu uma questão aqui, e os “defensores da aluna” estão se apoiando fortemente neste argumento: O aviso realmente não existiu?

Somente o Thiago poderia esclarecer esta questão…

Não sabemos se o aviso não existiu. Aliás, sabemos, a comunicação foi feita oralmente, aos professores, pelo que o autor do WTF em questão reportou.

Há diversos “ses” que permitem a aluna justificar que não conhecia o procedimento.

Por mais imprudente que a aluna tenha sido, houve, também, um certo desleixo por parte do laboratório.

E se contarmos que a aluna foi a única prejudicada por algo que não foi SÓ culpa dela, e que é o laboratório que existe para atender a necessidade da aluna e não o contrário, estamos naquela situação onde a aluna – cliente – foi vítima de uma política “supostamente” óbvia (mas que, pelo caso relatado, não o era, ao menos pra ela, independente do seu QI).

Ao laboratório é fácil dizer que “não estaria interessado nos arquivos da aluna”, mas, aí a questão… Pra que ele existe, se não pra atender a necessidade da instituição de ensino de propiciar a estrutura aos… alunos?

@Rafael B. Dourado

Ótimos argumentos Rafael! Mas vamos a mais uma daquelas ilustrações que todos nós (eu mais do que ninguém) gostamos de utilizar.

Vamos imaginar um condomínio fechado, existem pessoas responsáveis por administra-lo, e o trabalho deles é garantir a segurança e o conforto dos moradores. Existe um serviço de segurança particular, jardineiros e uma equipe de limpeza que varre regularmente as calçadas.

Uma moradora, que tinha em sua sala uma coleção de caríssimos tapetes persas, confiante na segurança oferecida pelo condomínio, deixou a porta da frente de sua casa aberta. Consequência disto: Quando a equipe de limpeza passou (podemos ainda acrescentar, do outro lado da rua, para ninguém alegar que eles negligenciaram o fato da porta estar aberta), a poeira proveniente das vassouradas se depositou sobre seus estimados tapetes. E mais! O cachorro da vizinha entrou porta a dentro e tratou de fazer um “deposito” na sala desta mesma senhora. Pergunto: Quem foi o culpado?

Creio que foi a senhora descuidada. Mas provavelmente os funcionários seriam punidos… Coisas de nossa sociedade “justa”.

Excelente exemplo!

Porém, a moradora seria totalmente ressarcida pelos danos causados pela equipe de limpeza se não tivesse existido uma documentação clara a respeito dos procedimentos de “manter a porta da casa fechada” nos dias da limpeza.

Já no caso do cachorro, quem teria que pagar o prejuízo é o dono do cão. E talvez uma multa por deixá-lo solto – DESDE QUE as regras do condomínio tivessem claras a respeito de manter os bichos em correntes.

Se não for possível identificar o cão autor da façanha, quem paga é a administração do condomínio.

Como essa mesma administração vai repassar o prejuízo pra equipe é que é o ponto injusto da equação.

Afinal, nisso eu concordo, o problema do ocorrido no caso debatido aqui não são os procedimentos do laboratório (embora também, mas aí é outro caso). E sim a comunicação destes procedimentos que podem até parecer intuitivos pra quem trabalha na área, mas nem de longe o seriam pra alguém que, por exemplo, só lide com computadores pessoais (como, vamos supor de bom grado, seja o caso da aluna descuidada).

O que me lembra que, na verdade, se eu fosse professor dela, até daria um novo prazo pra entrega do trabalho, mas se eu tivesse dado o aviso de não salvar os arquivos nas máquinas, provavelmente talvez não…

Mais um pequeno adendo…

Alguém afirma: Ahhh, mas provavelmente a equipe de limpeza teria uma agenda, e a senhora teria plena ciência dela..

Afirmo que: Com certeza o condomínio teria avisado os moradores… Mas só de ver as calçadas limpas, seria possível deduzir, afinal elas não ficam assim sozinhas… Mesmo sem saber os horários da equipe de limpeza, é mais sensato manter a porta da frente fechada.

Mas, sim, eu reclamaria com o pessoal do laboratório do mesmo jeito, só pra não perder o costume.

@Rafael B. Dourado

Rafael, o cerne da questão não é se o condomínio (faculdade) vai ou não se responsabilizar (financeiramente, moralmente, etc…). A questão é: QUEM GEROU O PROBLEMA

Compreende? A Senhora vai ser ressarcida como cliente que ela é… Mas ela foi responsável pelos desfecho da história ter sido qual foi…

Vocês sabem que tá rolando uma votação uns posts acima e tem coisa muito mais importante pra fazer do que ficar discutindo o sexo dos anjos, né? :P

@GraveHeart

Cara, apesar de A-D-O-R-A-R uma boa discussão, concordo com você… Por mim, assunto encerrado!

A propósito, eu já votei… Um destes WTFs é meu… Mas eu não digo qual é!! ;)

Eu também já votei!

E desta vez eu nem estava participando!

“O mesmo “se” que você aplica ao pendrive eu aplico ao PC da faculdade! Ok, tudo bem, um HD de boa qualidade, interno em um ambiente controlado é teoricamente mais confiável… Mas um computador público é algo impessoal, não tem “dono” (o dono é a faculdade, e tudo o que está “dentro” do PC também), ele não é imune a erros, qualquer coisa pode acontecer com o mesmo.”

Eu usei o argumento da força sim, mas qual o problema que você viu nele??? Você usou o mesmo argumento, mas a diferença é que o computador sendo da escola é infinitamente mais fácil argumentar que perdi o meu trabalho por razões técnicas do que afirmar que não entreguei minha tese por falha no meu computador.

Esse foi exatamente o ponto que eu salientei, mas você leu o meu texto, procurou um ponto pra discutir e ignorou a idéia dele pra mostrar a sua razão. Você é blogueiro, não é?

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